Esta feira medieval toma conta do castelo de Palmela de 25 a 27 de setembro
São três dias de mercadores, torneios e cortejos entre o castelo e o centro histórico, com o cenário fixado no ano de 1348 e a visita de D. Afonso IV. O bilhete de um dia custa 5 euros, o de três dias custa 10, e até aos 12 anos entra-se de graça.
Corre o ano de 1348 e o rei D. Afonso IV decide visitar a vila e o castelo de Palmela, acompanhado da rainha e do príncipe D. Pedro. É esse o cenário escolhido para a recriação deste ano, e é à volta dele que se organizam os três dias — a câmara confirmou as datas de 25 a 27 de setembro, sexta a domingo, com abertura na sexta às cinco da tarde.
O recinto ocupa o castelo e o centro histórico, com entrada pelo Largo do Município. Lá dentro há a feira franca com mercadores e artesãos, acampamentos temáticos, torneios, cortejos e animação itinerante que anda por ali sem hora marcada. A Ordem de Santiago, que governou este castelo durante séculos, é o fio que liga quase tudo.
Quanto custa
Cinco euros o bilhete de um dia, dez euros o passe de três. A pré-venda mais barata, de quatro e oito euros, fechou a 31 de agosto. Até aos 12 anos a entrada é gratuita, embora seja preciso levantar a pulseira na mesma — e é isso que toda a gente faz à chegada, porque os bilhetes são trocados por pulseiras junto à entrada do recinto, sem passagem por bilheteira local.
Um aviso prático que a organização faz questão de repetir: o recinto e os percursos entre muralhas não são aconselhados a pessoas com mobilidade reduzida. E vale a pena escolher o estacionamento antes de sair de casa, porque Palmela é uma vila de encosta e o castelo está no ponto mais alto dela.
Vale a pena o desvio?
A edição anterior levou mais de 33 mil visitantes à vila num fim de semana, o que para um concelho do tamanho de Palmela diz alguma coisa sobre a escala da coisa. A feira é organizada pelo município com a associação cultural Alius Vetus, e cresceu desde a primeira edição, em 2014, ao ponto de o recinto se ter alargado para caber toda a gente.
Se as recriações históricas são a sua praia, Portugal tem-nas espalhadas pelo calendário inteiro — Silves faz a sua feira medieval no castelo em agosto, e o Minho tem em Ponte de Lima uma romaria que este ano fez 200 anos. A de Palmela tem a vantagem de estar a meia hora de Lisboa e de acabar com uma vista sobre a Arrábida e o Sado que nenhum cenário consegue montar.
Por Leonor Sampaio
Imagem: F nando / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)