EN
Barras de ouro
Negócios 21 de agosto de 2026

Mercados em acompanhamento: ouro, Fed, petróleo e bolsas

O nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal — ouro, decisões da Fed e do BCE, petróleo e bolsas. Atualizado a cada novidade.

Este é o nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal. Em vez de um artigo novo por cada oscilação, atualizamos esta página sempre que há algo que interessa: ouro, decisões da Reserva Federal e do Banco Central Europeu, petróleo e as principais bolsas. Para o contexto de fundo sobre a economia portuguesa, veja o nosso balanço de meio de ano. Os dados oficiais estão no Banco de Portugal.

Atualizações

21 de agosto de 2026

A bolsa de Lisboa liderou os ganhos europeus a meio da manhã desta sexta-feira, com o retalho à cabeça: a Jerónimo Martins subia 1,77% e a Sonae 1,26%, seguidas da EDP Renováveis com 1,25% e do BCP com 1,10%. Todo o PSI negociava em alta, ainda que a Galp mal saísse do lugar, com 0,05%. Do outro lado da moeda está a dívida. A tensão nos mercados obrigacionistas europeus voltou a puxar pelos juros exigidos a Portugal e o aumento do custo de financiamento passa a pesar na preparação do Orçamento do Estado para 2027, mesmo com os fundamentais nacionais a funcionarem como amortecedor.

2 de agosto de 2026

O ouro fechou uma semana aos ziguezagues: começou perto dos 4.051 dólares a onça, perdeu por breves momentos os 4.000 na quarta-feira e ainda tocou nos 3.995,90 antes de recuperar. O que virou o jogo foi a Reserva Federal, que manteve os juros entre 3,50% e 3,75% e fez o ouro subir 2% nesse dia, com o dólar e as yields a cederem. Mas houve três votos a favor de uma subida, o que arrefeceu quem estava à espera de cortes. Com o petróleo a voltar a alimentar o receio de inflação, a tendência de fundo continua indefinida.

1 de agosto de 2026

O petróleo fechou julho a subir com força: o Brent avançou cerca de 1,4% para uns 90,25 dólares por barril e o crude americano ganhou perto de 2,2% na sessão de sexta-feira, empurrando também as taxas da dívida americana para cima num mercado outra vez preocupado com inflação. Do lado das ações, a Apple estragou a festa das tecnológicas: apresentou 109,4 mil milhões de dólares de receita, mais 16% num ano, mas travou o entusiasmo com uma previsão de crescimento de 9% a 11% para o trimestre seguinte e um aviso sobre falta de componentes para chips. Para quem tem crédito à habitação em Portugal, a leitura relevante é a de sempre: petróleo caro alimenta inflação, e inflação alimenta a conversa sobre juros.

30 de julho de 2026

A Reserva Federal deixou os juros onde estavam, no intervalo entre 3,50% e 3,75%, pela quinta reunião consecutiva. A decisão não foi pacífica: três dos doze votantes queriam subir a taxa em 0,25 pontos, com a inflação a resistir e a pressão política a somar-se ao ruído. O próximo encontro é a 15 e 16 de setembro, e é aí que o mercado concentra agora as apostas de subida. Para quem tem crédito à habitação em Portugal, a leitura é indireta mas real: dólar mais forte e juros americanos parados mantêm a Euribor sem grande margem para descer no curto prazo.

29 de julho de 2026

O petróleo deu meia-volta outra vez. O Brent subiu mais de 4%, para perto dos 88 dólares por barril, depois de os EUA dizerem ter intercetado mísseis balísticos iranianos lançados contra as suas forças no Médio Oriente — e quebrou assim três sessões seguidas de quedas que tinham somado cerca de 16%, a maior descida desse tipo desde 2020. O ouro andou no sentido inverso, a recuar cerca de 1% para os 4.030 dólares a onça, penalizado por um dólar mais forte. Tudo isto na véspera da decisão da Reserva Federal, com os mercados a atribuir cerca de um terço de probabilidade a uma subida de juros já nesta reunião e perto de 80% a uma subida em setembro — muita incerteza para tão perto do anúncio.

28 de julho de 2026

O Banco Central Europeu deixou os juros diretores onde estavam na reunião de julho, depois da subida de junho, e justificou a pausa com a necessidade de mais dados antes de voltar a mexer. Para quem paga casa em Portugal, isso significa uma trégua: a Euribor a 12 meses negociou esta segunda-feira nos 2,993%, a seis meses nos 2,723% e a três meses nos 2,488%. Quem tiver revisão de prestação nas próximas semanas deve encontrar valores muito perto dos atuais, em vez de mais um agravamento.

26 de julho de 2026

O petróleo entrou no fim de semana colado aos 100 dólares por barril, e desta vez a culpa dividiu-se por dois focos. Os EUA travaram os bombardeamentos ao Irão pela primeira vez em quase duas semanas, o que noutro contexto teria aliviado o prémio de risco, mas os rebeldes Houthi atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho e devolveram o nervosismo ao mercado. Entretanto entraram em vigor as novas tarifas norte-americanas de 10% a 12,5% sobre importações de 60 parceiros comerciais, incluindo China, Turquia, Brasil e Rússia.

24 de julho de 2026

O PSI recuou 0,27% na última sessão, para os 9.252,58 pontos, ainda assim perto de máximos que a bolsa de Lisboa não via há quase duas décadas. A Galp destacou-se pela positiva, a subir 3,71% para 20,96 euros, enquanto os CTT lideraram as perdas, a ceder 4,67%. Lá fora, o BCE deixou os juros como estavam e o mercado está cada vez mais convencido de que o próximo passo será uma subida em setembro, com a inflação a dar novos sinais de vida.

22 de julho de 2026

O petróleo disparou para máximos de seis semanas, com o Brent a subir cerca de 2,7% para perto de 93 dólares por barril, empurrado pela escalada militar entre os EUA e o Irão. Em Wall Street, as bolsas recuaram ligeiramente à espera dos resultados trimestrais da Alphabet e da Tesla, divulgados depois do fecho, com o índice tecnológico Nasdaq a perder 0,5%.

O PSI continua a segurar-se acima dos 9.000 pontos, a rondar os 9.100, num patamar que a bolsa de Lisboa não via há quase duas décadas. Nas últimas sessões o BCP tem puxado pelos ganhos, a valorizar mais de 1%. Lá fora, o ouro voltou a brilhar como refúgio e negoceia perto dos 4.070 dólares por onça, com uma subida superior a 1,5%.

21 de julho de 2026

Wall Street fechou a segunda-feira em terreno negativo e a Europa pintou-se de vermelho, com um sell-off nas tecnológicas e o Brent a subir por causa da tensão no Golfo. A exceção foi a Alphabet, que ganhou cerca de 3% depois de se saber que a Google prepara um chip mais eficiente para o Gemini. A semana agora é de resultados das grandes tecnológicas — e a dona da Google abre o baile.

20 de julho de 2026

Segunda-feira vermelha nas bolsas: as tecnológicas lideraram um sell-off que pintou a Europa de vermelho, com a Ásia a dar o mote — a TSMC caiu 7 por cento e a japonesa Kioxia tombou 16, sob pressão do entusiasmo em torno dos modelos de IA chineses mais baratos. Em Londres, a Burberry afundou mais de 6 por cento. Ao mesmo tempo, o Brent subiu com o agravamento do conflito no Médio Oriente, depois de os EUA terem atacado a central nuclear de Darkhovin — energia mais cara e tecnologia em queda, o cocktail que os investidores menos gostam de beber.

18 de julho de 2026

Semana pesada nas bombas: segundo o ACP e a DGEG, o gasóleo sobe cerca de 13,5 cêntimos por litro a partir de segunda-feira (para uns 1,988 euros) e a gasolina 6,5 cêntimos (1,980) — reflexo do petróleo a disparar mais de 4% na sexta-feira com a escalada no Golfo. Nota: a subida que aqui tínhamos estimado na véspera (1,35 cêntimos) estava errada por uma casa decimal; fica corrigida. Como o aumento passa os 10 cêntimos, o Governo prometeu acionar a descida extraordinária do ISP.

17 de julho de 2026

As bolsas europeias fecharam a semana em baixa, arrastadas por novo sell-off no setor tecnológico — sobretudo semicondutores — com o lançamento do modelo aberto chinês Kimi K3 a reacender o debate sobre as avaliações da IA (em Hong Kong, a Z.ai chegou a cair 30% e a MiniMax 16%). Lisboa foi exceção: o PSI somou 0,27% para os 9.062 pontos, com a Teixeira Duarte a ganhar 3,19% e a Jerónimo Martins 2,12%, enquanto o BCP cedeu 1,11%. Nos combustíveis, a próxima semana traz subidas fortes: cerca de 13,5 cêntimos no gasóleo e 6,5 na gasolina, segundo o ACP e a DGEG.

16 de julho de 2026

A inflação de junho nos EUA veio mais branda do que se temia (3,5% homólogos) e mudou a conversa: a probabilidade de o Fed subir juros a 28-29 de julho caiu de 35% para 10%. As bolsas agradeceram e fecharam em alta ligeira. O petróleo continua a viver de Ormuz — o Brent moderou para os 84,65 dólares (+1,75%) depois de ter tocado os 87 — e o ouro recuou 0,6%, para os 4.028 dólares por onça.

11 de julho de 2026

O ouro recuou 0,6% na sexta-feira, para os 4.115 dólares por onça, enquanto o petróleo subiu com a tensão no estreito de Ormuz — o WTI fechou perto dos 72 dólares e o Brent nos 76. Em Wall Street, a semana terminou positiva apesar de uma sexta-feira mista, marcada pela estreia da sul-coreana SK Hynix no Nasdaq, a maior entrada de sempre de uma empresa estrangeira na bolsa americana.

10 de julho de 2026

A semana trouxe duas estreias em bolsa a mexer com o setor dos chips: a sul-coreana SK Hynix, gigante das memórias para IA, estreou-se nos mercados norte-americanos, enquanto a Luxshare, fabricante dos AirPods, teve um arranque morno em Hong Kong, a fechar abaixo do preço de estreia. Sinal dos tempos: o apetite por semicondutores ligados à IA continua, mas já não é cheque em branco.

8 de julho de 2026

O petróleo disparou mais de 6% depois de Donald Trump declarar acabado o cessar-fogo com o Irão, na sequência de ataques a três petroleiros junto ao estreito de Ormuz: o WTI aproximou-se dos 75 dólares e o Brent dos 79, o maior salto diário desde o início de junho. As bolsas americanas caíram, com os futuros do Dow a perderem mais de 500 pontos, e o Tesouro dos EUA revogou a isenção que permitia ao Irão vender petróleo no mercado global. Combustíveis em Portugal devem refletir a subida já na próxima semana.

8 de julho de 2026

O PSI negociou perto dos 9 217 pontos (+0,35% no último fecho), o ouro manteve-se elevado, na zona dos 4 143 dólares por onça, e o euro valia cerca de 1,14 dólares. Bolsas europeias estáveis e metal precioso ainda caro.

7 de julho de 2026

O ouro estabilizou perto dos 4.150 dólares por onça, com os investidores à espera das atas da reunião de junho da Fed e a darem agora cerca de 50% de probabilidade a uma subida de juros em setembro, depois do arrefecimento do emprego nos EUA. Em Wall Street, o Dow segue acima dos 53 mil pontos, e o petróleo alivia com a recuperação do tráfego no estreito de Ormuz e com a OPEP+ a aumentar as quotas de produção para o próximo mês.

6 de julho de 2026

A OPEP+ confirmou novo aumento de produção e o petróleo abriu a semana em queda. O ouro recuou de cerca de 4.200 para perto de 4.143 dólares a onça, numa sessão de correção técnica, e as bolsas asiáticas fecharam maioritariamente no vermelho. Em Wall Street, os futuros regressaram do feriado de 4 de Julho sem direção definida, com o mercado a reavaliar o retorno dos investimentos em IA.

5 de julho de 2026

O ouro voltou a brilhar no arranque de julho: chegou perto dos 4.122 dólares por onça a 2 de julho, uma subida de cerca de 2,25% num só dia. Os bancos centrais, com a China à cabeça, continuam a comprar para diversificar reservas e reduzir a dependência do dólar, e o World Gold Council vê espaço para novas subidas até final do ano. Para quem tem poupanças, o metal segue a fazer de refúgio num semestre marcado por tensão geopolítica.

4 de julho de 2026

Wall Street fechou o primeiro semestre em máximos e arrastou consigo as poupanças europeias. O ouro negoceia perto de mínimos das últimas semanas, à medida que o mercado ajusta as apostas sobre o próximo passo da Fed.

2 de julho de 2026

O ouro recuou para mínimos recentes com a expectativa de juros mais altos por mais tempo. Petróleo estável depois do alívio no Estreito de Ormuz.

30 de junho de 2026

Fecho de mês: o ouro somou o quarto mês consecutivo de queda; as bolsas europeias oscilaram ao sabor das earnings e das pistas dos bancos centrais.

Por Beatriz Mota

Imagem: Stevebidmead / Wikimedia Commons (CC0)

Gráfico de barras da Tugadaily com o desconto por litro nos combustíveis em Espanha: 20 cêntimos em outubro, 13 em novembro e 6 em dezembro
Negócios 29 de setembro de 2026

Espanha volta a subir o desconto nos combustíveis para 20 cêntimos em outubro (e baixa-o até dezembro)

O desconto espanhol estava em 5 cêntimos e ia acabar em outubro. O Conselho de Ministros subiu-o para 20 cêntimos por litro em outubro, 13 em novembro e 6 em dezembro, na gasolina e no gasóleo. Cá, o gasóleo desce 5 cêntimos esta semana e continua acima dos 2,15 euros.

O Governo espanhol aprovou esta terça-feira um terceiro decreto de resposta à crise do Médio Oriente, e a parte que mexe com quem enche o depósito é fácil de resumir: o desconto nos combustíveis, que em setembro já só valia 5 cêntimos e ia desaparecer em outubro, volta aos 20 cêntimos por litro em outubro, desce para 13 em novembro e para 6 em dezembro. Vale para a gasolina e para o gasóleo, é feito através de uma redução do Imposto sobre Hidrocarburos…

Continuar a ler
Camião MAN com um contentor, parado junto a pilhas de contentores em Matosinhos
Negócios 26 de setembro de 2026

O novo apoio ao gasóleo chega a todas as transportadoras. As terraplanagens continuam de fora

O Conselho de Ministros aprovou uma compensação de até 70% dos custos extraordinários com combustível entre outubro e dezembro para transporte de mercadorias por conta de outrem e autocarros públicos. Quem transporta a própria carga não entra.

Quem transporta mercadorias por conta de outrem ou gere autocarros de serviço público tem mais uma ajuda a caminho. O Conselho de Ministros de quinta-feira aprovou um decreto-lei que compensa até 70% dos custos extraordinários com combustível suportados entre outubro e dezembro. É a peça que faltava para que os apoios cheguem a todas as transportadoras, depois de as regras europeias de minimis terem deixado dúvidas sobre quem podia receber os pacotes…

Continuar a ler
Sede do Grupo Banco Europeu de Investimento em Kirchberg, Luxemburgo, com as bandeiras dos Estados-membros, incluindo Portugal
Negócios 25 de setembro de 2026

Bruxelas quer seguradoras e fundos de pensões a financiar tecnológicas europeias. Já há 13 interessados

Bancos, seguradoras e fundos de pensões manifestaram intenção de aderir a um pacto voluntário com a Comissão Europeia e o Grupo BEI para canalizar capital de longo prazo para as tecnológicas europeias em fase de crescimento — o mecanismo que deve chegar aos 15 mil milhões de euros já prometidos.

Treze investidores institucionais — bancos, fundos de pensões e companhias de seguros — já manifestaram intenção de aderir a um novo pacto voluntário lançado esta semana pela Comissão Europeia e pelo Grupo Banco Europeu de Investimento (BEI), na cimeira TechEU Equity Summit de 23 de setembro. O objetivo: canalizar capital institucional de longo prazo para os fundos de capital de risco e de crescimento de que as tecnológicas europeias precisam para crescer…

Continuar a ler
Nó da Ermida, onde a A41 se cruza com a A42: autoestrada com uma placa azul a indicar a saída para a A42, Felgueiras e Paços de Ferreira
Negócios 25 de setembro de 2026

Centenas de camiões levaram a marcha lenta do gasóleo de Paredes até Coimbra

A GNR contou 380 pesados, os organizadores falam em 450 de 117 empresas. Cinco horas pela A42, a A41 e a A1, sem incidentes, contra um gasóleo que subiu 63 cêntimos desde fevereiro.

Centenas de camiões, sobretudo do setor da terraplanagem e das obras públicas, fizeram esta sexta-feira uma marcha lenta de Lordelo, em Paredes, até ao nó de Coimbra Sul, pela A42, a A41 e a A1. A GNR contou 380 pesados durante a manhã; os organizadores falam em 450, de 117 empresas. O cortejo arrancou às 7h40 e chegou a Coimbra por volta das 12h30, cinco horas depois, sem incidentes, mas com o trânsito condicionado à chegada. O protesto reage à subida do…

Continuar a ler
Caneta injetável Mounjaro KwikPen de 5 mg pousada sobre fundo escuro, com o nome do medicamento e a dose legíveis no rótulo
Negócios 24 de setembro de 2026

Mais de 3.000 canetas num só dia: os portugueses gastam agora 1 milhão de euros em Mounjaro

A consultora HMR - Health Market Research revelou que as farmácias portuguesas venderam mais de 3.000 caixas do medicamento para emagrecer num único dia, a terceira vez que a marca do milhão de euros é batida desde agosto.

Portugal já tinha passado a marca de um milhão de euros em vendas de Mounjaro num único dia duas vezes, em agosto. Aconteceu de novo esta semana: as farmácias portuguesas venderam mais de 3.000 caixas do medicamento para emagrecer numa só jornada, segundo a consultora HMR - Health Market Research, que acompanha as vendas de mais de 2.600 farmácias e divulgou o número nas redes sociais. Não é um pico isolado. É a terceira vez desde o verão. Cada caixa…

Continuar a ler
Trânsito na Via de Cintura Interna do Porto, com pórtico de sinalização para Matosinhos, Boavista e A3 Braga
Negócios 19 de setembro de 2026

Os camiões saíram da VCI das 7h às 21h. A alternativa já não tem portagens

A restrição arrancou a 15 de setembro e apanha os veículos de mercadorias com mais de 3.500 quilos e três ou mais eixos. Quem carrega ou descarrega no Porto e em Gaia continua a poder passar, mas só com a matrícula registada.

Desde 15 de setembro, os veículos pesados de mercadorias deixaram de poder circular na Via de Cintura Interna entre as sete da manhã e as nove da noite, nos dias úteis. A medida não é um aviso nem um período experimental disfarçado. Nas primeiras 48 horas a PSP registou 27 infrações, 22 no primeiro dia e cinco no segundo, o que sugere que a mensagem passou depressa. A restrição apanha os veículos de mercadorias com peso bruto superior a 3.500 quilos, três…

Continuar a ler
Warren Buffett durante a SelectUSA Investment Summit de 2015
Negócios 18 de setembro de 2026

Warren Buffett deixa a presidência da Berkshire Hathaway e o filho Howard ocupa o lugar

O investidor de 96 anos passa a presidente emérito, com efeito imediato, e mantém-se no conselho de administração. Howard Buffett, administrador desde 1993, assume a presidência; Greg Abel continua a dirigir a empresa.

Warren Buffett deixou esta sexta-feira a presidência do conselho de administração da Berkshire Hathaway, a empresa que comprou em 1965 quando era uma fábrica têxtil em decadência e transformou num conglomerado de biliões de dólares. Tem 96 anos. A mudança é imediata. O conselho elegeu Howard G. Buffett, filho mais velho e administrador da empresa desde 1993, como novo presidente, e atribuiu ao pai o título de presidente emérito. Warren Buffett continua a…

Continuar a ler
Fachada do edifício da fábrica de porcelana da Vista Alegre, em Ílhavo, com o nome da empresa no frontão e faixas do museu à entrada
Negócios 18 de setembro de 2026

A Vista Alegre saiu da bolsa (e quem ficou com ações tem três meses para as vender a 1,07 euros)

A CMVM aprovou na quinta-feira a exclusão da VAA — Vista Alegre Atlantis da Euronext Lisboa, com efeitos imediatos. A Visabeira Indústria fica obrigada a comprar as ações de quem não votou a favor, a 1,07 euros cada, durante um prazo de três meses.

As ações da Vista Alegre deixaram de se comprar e vender na bolsa de Lisboa. A CMVM aprovou na quinta-feira o pedido de exclusão de negociação da VAA — Vista Alegre Atlantis, SGPS, e a decisão produziu efeitos de imediato, ao abrigo do artigo 251.º-F do Código dos Valores Mobiliários. Não foi uma surpresa. O caminho tinha sido aberto na assembleia geral de 29 de maio, onde os acionistas aprovaram a saída a pedido da Visabeira e de um conjunto de titulares…

Continuar a ler
Barcos de pesca atracados no porto de abrigo de Albufeira, com redes e grua no cais
Negócios 17 de setembro de 2026

Este banco abriu em Portugal um balcão só para quem trabalha com o mar

O Abanca Mar chegou esta quinta-feira ao mercado português e financia pesca, aquicultura, construção naval, portos, logística, turismo marítimo e energia offshore. Inclui hipoteca de embarcações e adiantamento de apoios públicos ainda por receber.

Um banco a dizer que financia empresas não é notícia. Um banco a montar uma equipa que só olha para quem vive do mar já diz alguma coisa sobre onde acha que está o dinheiro. O Abanca lançou esta quinta-feira em Portugal o Abanca Mar, um segmento dedicado a empresas e empresários em nome individual da chamada economia azul. A definição é larga de propósito. Entram a pesca, a aquicultura, a transformação e comercialização de pescado, a construção e a…

Continuar a ler
Ursula von der Leyen no púlpito do Parlamento Europeu, com a bandeira da União Europeia ao lado, durante o discurso do Estado da União de 2026
Negócios 16 de setembro de 2026

Quem paga a conta quando arde? Na Europa, o seguro cobre um quarto

No discurso do Estado da União, Ursula von der Leyen anunciou uma aliança europeia para o seguro de riscos climáticos. Cerca de 25% das perdas com catástrofes estão cobertas por seguro privado, e a diferença cai nos orçamentos dos Estados.

Houve uma frase no discurso do Estado da União desta quarta-feira que passa despercebida ao lado das grandes manchetes, e que é provavelmente a que mais mexe com as contas de quem vive em Portugal. Só cerca de um quarto das perdas causadas por catástrofes na Europa está coberto por seguro privado. O resto acaba onde sempre acaba: no orçamento do Estado.

Continuar a ler
Gráfico de barras Tugadaily comparando, em euros por kWh, o desvio de 2026 de 0,0176, o gatilho de 0,0100 e a subida aplicada de 0,0050
Negócios 16 de setembro de 2026

A luz sobe 2,7% em outubro no mercado regulado (e a conta muda menos do que a percentagem sugere)

A ERSE atualiza a tarifa de Energia em 0,005 euros por kWh a partir de 1 de outubro. Para um casal sem filhos são mais 95 cêntimos por mês; para um casal com dois filhos, mais 2,70 euros. A subida abrange 779 mil clientes e o regulador passa adiante menos de um terço do desvio que apurou.

A partir de 1 de outubro a eletricidade fica mais cara para quem está no mercado regulado. A ERSE atualiza a tarifa de Energia em 0,005 euros por kWh, o que dá cerca de 2,7% na fatura média mensal — e é a percentagem, não o valor, que vai andar nos títulos. O valor merece ser dito, porque muda a forma como isto se lê. No comunicado que o regulador publicou ontem estão duas tipologias concretas. Um casal sem filhos, com 3,45 kVA e 1.900 kWh por ano, passa…

Continuar a ler
Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, a falar numa reunião de trabalho, com a bandeira da União Europeia atrás de si
Negócios 15 de setembro de 2026

O leilão dos 1.050 MVA de armazenamento ficou para depois (e o Governo diz que está a ler 62 participações)

As candidaturas deviam ter aberto na segunda-feira. A ministra do Ambiente e Energia falou em três a quatro semanas de atraso, e aproveitou a visita a Abrantes para anunciar que parte da capacidade do Pego vai para a Zona Livre Tecnológica.

Na segunda-feira devia ter aberto o concurso que distribui 1.050 megavolt-ampere de capacidade de ligação à rede elétrica a projetos com armazenamento. Não abriu. Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, explicou o adiamento a partir do Tagusvalley, em Abrantes, e apontou para três ou quatro semanas. O motivo é prosaico e, à sua maneira, bom sinal: chegaram 62 participações à consulta pública, cada uma com vários contributos, e estão a ser…

Continuar a ler
Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, que assinou a portaria do desconto do ISP
Negócios 14 de setembro de 2026

São 9,8 cêntimos por litro. É o que o Estado deixa de cobrar no gasóleo a partir de hoje

A portaria publicada na sexta-feira fixa o desconto do ISP em 97,58 euros por mil litros no gasóleo e 65,92 na gasolina, em vigor desde esta segunda-feira. Não é um corte de imposto: é a devolução do IVA a mais que o Estado cobra quando os preços sobem.

Quem atestar o depósito esta semana está a pagar menos imposto do que pagava na passada, e a diferença é maior do que parece. A portaria assinada na sexta-feira pela ministra do Ambiente e Energia e pela secretária de Estado dos Assuntos Fiscais fixa o desconto extraordinário do ISP em 97,58 euros por cada mil litros de gasóleo rodoviário e 65,92 euros por cada mil litros de gasolina sem chumbo. Convertido para a unidade que aparece no display da bomba:…

Continuar a ler
Gráfico de barras com a distribuição do ouro português por local de depósito: Inglaterra 48,7%, Portugal 45,1%, BIS 5,2% e França 1,0%
Negócios 14 de setembro de 2026

Quase metade do ouro português está em Londres (e nem uma barra ficou em Nova Iorque)

A Holanda acaba de tirar dos Estados Unidos ouro no valor de perto de dez mil milhões de dólares e a discussão abriu em Espanha, na Alemanha e em Itália. Portugal fez a mudança em 2021, por 3,7 toneladas, e a razão que deu não foi política.

O banco central holandês passou os últimos meses a mover ouro. Cerca de 60 toneladas viajaram fisicamente dos Estados Unidos e do Canadá para instalações próprias e para o Banco de Inglaterra, e o resto foi vendido na América do Norte e recomprado em Londres — as reservas mudam de sítio sem que as barras sejam as mesmas. No total, quase 100 toneladas. O governador falou em "prontidão" e em "preparação para crises severas". Ninguém em Amesterdão disse a…

Continuar a ler