Andrew Garfield lidera uma revolta medieval (que já tropeçou nos Estados Unidos)
"A Revolta", de Paul Greengrass, dramatiza o levantamento camponês de 1381 contra Ricardo II. Abriu nos EUA com 3,25 milhões de dólares, para um orçamento de 20 milhões, e está nas salas portuguesas desde 17 de setembro.
“A Revolta” está nos cinemas portugueses desde 17 de setembro, distribuído pela Medeia Filmes, depois de uma estreia americana muito aquém do esperado. O filme de Paul Greengrass dramatiza a Revolta dos Camponeses de 1381 em Inglaterra, um levantamento popular contra a tirania do rei Ricardo II, num país ainda a recuperar da Peste Negra e esmagado pelos impostos que pagavam a Guerra dos Cem Anos.
Andrew Garfield interpreta o lavrador que se torna líder da rebelião, rodeado por Jamie Bell, Thomasin McKenzie, Jonny Lee Miller, Katherine Waterston, Stephen Dillane, Tom Hollander e Cosmo Jarvis. Greengrass, conhecido pela abordagem quase documental a acontecimentos históricos e políticos, assina a realização. São duas horas e sete minutos.
Um arranque difícil nos Estados Unidos
Nos EUA, onde estreou no fim de semana de 11 a 13 de setembro, o filme fez apenas 3,25 milhões de dólares em cerca de 2.000 salas, pouco para uma produção de 20 milhões. A crítica ficou a meio caminho: à volta de metade de avaliações positivas no Rotten Tomatoes, com elogios às batalhas e à reconstituição da Inglaterra medieval e reparos a uma narrativa irregular. O público deu-lhe um B- no CinemaScore, nota que raramente segura um filme nas semanas seguintes.
Chega a Portugal num ano em que outra grande produção de época, a “Odisseia” de Christopher Nolan, também encheu salas portuguesas, e em que as bilheteiras têm sido bem mais desiguais do que a qualidade dos filmes.
Por Lucy Bennett
Imagem: Medeia Filmes (still oficial do filme)