Há mais empresas a querer contratar no fim do ano (e o Centro lidera com folga)
A perspetiva líquida de emprego da ManpowerGroup para o 4.º trimestre sobe para +32%, mais 14 pontos do que no trimestre anterior, com a indústria, a construção e a região Centro à cabeça das intenções de contratar.
Quem anda à procura de emprego tem motivos para olhar para o último trimestre do ano com mais esperança. A ManpowerGroup aponta uma perspetiva líquida de criação de emprego de 32% para Portugal entre outubro e dezembro, mais 14 pontos do que no trimestre anterior e 19 acima do mesmo período do ano passado. Das empresas ouvidas, 44% planeiam aumentar equipas, 44% mantêm o quadro atual e só 12% preveem reduções.
O inquérito, feito em 42 países e territórios, encontra a indústria transformadora no topo das intenções de contratar em Portugal, com uma perspetiva de +40%, a maior em quatro anos. Seguem-se a construção e o imobiliário (+39%), as finanças e seguros (+35%) e o comércio e logística (+34%). No outro extremo, os serviços de utilidade pública e recursos naturais (+16%) foram o único setor a recuar face ao trimestre anterior.
Onde se contrata mais
Por região, é o Centro que lidera com folga: +50%, a maior perspetiva de criação líquida de emprego do país. Segue-se a Grande Lisboa (+40%), o Sul (+26%), a Grande Área do Porto (+24%) e o Norte (+21%). As grandes empresas, com até mil trabalhadores, apontam para +40%, à frente das pequenas e médias (+36% e +35%, respetivamente).
O contraste ajuda a explicar por que motivo contratar continua difícil justamente na região Centro, onde a procura por trabalhadores cresce mais depressa do que a oferta disponível. A nível global, a perspetiva fica nos +29%, dois pontos acima do trimestre anterior — Portugal, com +32%, fica acima da média mundial e bem acima da europeia, de +20%. O número mede intenções, não contratações: é a diferença entre os 44% de empregadores que querem crescer e os 12% que planeiam reduzir.
Por Miguel Sarmento
Gráfico: Tugadaily, com dados da ManpowerGroup