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Gráfico de barras da Tugadaily com a prestação média mensal do crédito à habitação em Portugal: 394 euros em julho de 2025, 414 euros em julho de 2026 e 731 euros nos contratos assinados nos últimos três meses
Imobiliário 23 de agosto de 2026

A prestação média da casa são 414 euros. Quem assinou contrato este verão paga 731

A taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu para 3,135% em julho, o segundo mês seguido a subir. Mas a média nacional junta dois mercados que já não se parecem um com o outro.

O boletim do crédito à habitação que o INE divulgou na quinta-feira trazia dois números na primeira linha: a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos subiu para 3,135% em julho, mais 3,4 pontos base do que em junho, e a prestação média fixou-se em 414 euros.

Quatrocentos e catorze euros por mês soa quase confortável. É por isso que vale a pena ler o resto do boletim.

Porque é que 414 euros não é a prestação de quase ninguém

Aquela média junta todos os empréstimos que existem no país, e a esmagadora maioria foi assinada há anos, sobre casas que custavam bastante menos do que custam hoje. O capital médio ainda em dívida, no conjunto dos contratos, é de 79.463 euros. Subiu 598 euros num mês.

Agora o outro lado da mesma tabela. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a prestação média é de 731 euros — mais 16 euros do que em junho e mais 15,1% do que em julho do ano passado. E o capital médio em dívida nesses empréstimos recentes é de 182.446 euros.

Não é uma diferença de grau. É praticamente o dobro da prestação e duas vezes e meia a dívida, no mesmo país e no mesmo mês.

O detalhe irónico é que quem assinou agora paga um juro mais baixo: 2,910%, contra 3,135% no conjunto do stock. Não é o juro que separa os dois grupos. É o preço a que a casa foi comprada — o mesmo mecanismo que está por trás do ritmo recorde a que a dívida das famílias portuguesas cresceu no primeiro semestre.

Metade da prestação nem sequer abate à dívida

Há um terceiro número que passa quase sempre despercebido. Dos 414 euros da prestação média, 205 euros são juros e 209 euros são capital amortizado. Ou seja, 49,5% do que a família entrega ao banco todos os meses não reduz a dívida em cêntimo nenhum.

A subida da Euribor deste ano ainda está a entrar nos contratos. A maioria dos créditos portugueses só revê a taxa de seis em seis meses ou de doze em doze, o que significa que os 3,135% de julho não são o fim da história — são o meio dela.

O que mudou a 1 de agosto

Enquanto isto acontece, as regras para pedir crédito ficaram mais apertadas. Desde o início do mês, a recomendação do Banco de Portugal baixou a taxa de esforço máxima de 50% para 45%, limitou os prazos a 40 anos para quem tem até 35 anos e a 35 anos para quem já passou dessa idade, e acabou com o financiamento a 100% para imóveis dos próprios bancos.

Somando as duas coisas: as prestações dos contratos novos estão nos 731 euros e o rendimento exigido para lá chegar acabou de subir. Quem procura arrendar em vez de comprar não encontra folga nenhuma — em Évora, 43% das casas para arrendar saem do mercado em menos de uma semana.

Os próximos dados do INE, já com agosto, chegam em setembro.

Por Duarte Figueiredo

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Tem um terreno rústico por registar? O BUPi só é gratuito até 30 de setembro

A identificação e o registo de prédios rústicos e mistos no Balcão Único do Prédio não custam nada até 30 de setembro de 2026. Depois dessa data voltam as taxas — e, desde abril, sem representação gráfica georreferenciada não se assina a venda de um terreno.

Há uma data a aproximar-se que quase ninguém anda a contar, e custa dinheiro a quem a deixar passar. Até 30 de setembro de 2026, identificar e registar um terreno rústico ou misto no Balcão Único do Prédio não custa nada — nem a identificação, nem as taxas do registo. A partir de 1 de outubro, volta a custar. São nove dias, contando com hoje. A gratuitidade não é novidade absoluta: já foi prolongada antes, e foi o Decreto-Lei n.º 87/2026, de 15 de abril,…

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Imobiliário 17 de setembro de 2026

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O regime simplificado produz efeitos desde 1 de setembro, mas a renda máxima por tipologia só existe quando sair uma portaria. O artigo 16.º do decreto-lei mandava aprová-la em 30 dias, contados de 20 de maio. Em 2019, o regime anterior levou 15.

Toda a gente noticiou que o novo regime das rendas acessíveis está à espera de uma portaria. Ninguém foi ver quando é que essa portaria devia ter saído. Nós fomos ler o decreto-lei, e a resposta está lá escrita. O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível foi criado pelo Decreto-Lei n.º 97/2026, de 20 de maio. O artigo 16.º desse diploma, que tem por epígrafe Regulamentação, dá ao Governo um prazo de 30 dias a contar da publicação para aprovar as…

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Imobiliário 14 de setembro de 2026

A lei europeia da habitação não trata só do alojamento local (as casas vazias também lá estão)

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Quando a notícia chegou a Portugal, na semana passada, chegou quase sempre com a mesma etiqueta: Bruxelas vai regular o alojamento local. É verdade, mas fica muito longe de contar a coisa toda. O texto que a Comissão Europeia apresentou a 9 de setembro chama-se Affordable Housing Act e, segundo a página oficial da própria Comissão, aplica-se às regras que as autoridades já criam sobre arrendamento de curta duração, segundas habitações e casas devolutas.…

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Gráfico Tugadaily com a queda homóloga no número de edifícios licenciados no 2.º trimestre de 2026: Grande Lisboa -35,1%, Algarve -24,9%, Península de Setúbal -20,3%, Portugal -7,1%
Imobiliário 12 de setembro de 2026

Onde o país travou nas licenças de construção (e os dois sítios onde não travou)

O INE contou 6.162 edifícios licenciados no segundo trimestre, menos 7,1% num ano. A Grande Lisboa caiu 35,1%, o Algarve 24,9% — e só a Madeira e o Norte fecharam o trimestre em alta.

Entre abril e junho, as câmaras do país emitiram licença a 6.162 edifícios. É menos 7,1% do que no mesmo trimestre de 2025 e, por estranho que pareça, é uma boa notícia comparada com o início do ano, quando a queda ia nos 9,7%. O detalhe que interessa a quem anda à procura de casa está mais abaixo na tabela. Nos fogos de habitação familiar em construção nova, o licenciamento subiu 10,8%, para 11.834. Ou seja: licenciam-se menos edifícios, mas os edifícios…

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Évora vista de sul, com a Sé ao centro e os telhados das casas brancas da cidade em primeiro plano
Imobiliário 12 de setembro de 2026

Tem até 12 de outubro para dizer o que pensa das 7.000 casas novas de Évora

A revisão do Plano de Urbanização de Évora prevê mais de sete mil fogos, um cluster de saúde junto ao novo hospital e novas áreas económicas. Qualquer pessoa pode enviar sugestões até 12 de outubro.

Évora abriu a porta e deixou-a aberta até 12 de outubro. A proposta de revisão do Plano de Urbanização da cidade está em discussão pública desde segunda-feira, e qualquer pessoa ou entidade pode ler o documento e responder-lhe. O que está em cima da mesa não é pouco. O plano aponta para mais de 7.000 novos fogos, um cluster de saúde junto ao hospital que ainda está em construção e novas áreas destinadas a atividades económicas. Carlos Zorrinho, presidente…

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Gráfico de barras Tugadaily com a variação homóloga do preço das casas à venda em agosto de 2026: Santarém 22,9%, ilha do Pico 20,8%, ilha Terceira 19,6%, Évora 19,5%, Viseu 17,1% e Lisboa 4%
Imobiliário 11 de setembro de 2026

O distrito onde as casas mais subiram num ano não é Lisboa nem o Porto

Em agosto, o preço mediano pedido por metro quadrado subiu 22,9% em Santarém, contra 4% em Lisboa. O preço nacional ficou nos 3.207 euros por metro quadrado, praticamente parado face a julho.

Santarém. É esse o distrito onde as casas à venda mais se valorizaram no último ano em Portugal, com uma subida homóloga de 22,9% em agosto, segundo o índice de preços do idealista. Lisboa, no mesmo período, subiu 4%. Atrás de Santarém vêm a ilha do Pico, com 20,8%, a ilha Terceira, com 19,6%, Évora, com 19,5%, e Viseu, com 17,1%. Portalegre e Coimbra seguem-se, ambas com 17%. Dos 25 distritos e ilhas analisados, só um desceu: a ilha do Faial, com uma…

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Vista aérea de Viana do Castelo ao pôr do sol, com os prédios de habitação, o rio Lima e a ponte Eiffel
Imobiliário 9 de setembro de 2026

Vai arrendar casa? O Norte é a única região do país onde as rendas caíram

As rendas subiram 4,9% em Portugal em agosto, para uma mediana de 18,1 euros por metro quadrado, segundo o índice do idealista. Viana do Castelo lidera as subidas com 32,2%; no Porto, os preços caíram 6,3%.

Se está a olhar para anúncios de arrendamento neste momento, há um número que interessa mais do que a média nacional: o do sítio onde quer viver. Porque a média nacional diz que as rendas subiram 4,9% em agosto face ao mesmo mês do ano passado, para uma mediana de 18,1 euros por metro quadrado. E depois há o que se passa em cada distrito, que é outra conversa. O índice de preços do idealista mostra que em seis das sete regiões analisadas as rendas subiram…

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Gráfico de barras Tugadaily com o preço mediano por metro quadrado das casas vendidas no primeiro trimestre de 2026: Grande Lisboa 4.322 euros, Algarve 3.899 euros, Portugal 2.337 euros
Imobiliário 8 de setembro de 2026

Ganha o salário médio? Na Grande Lisboa isso dá para menos de 50 metros quadrados

Um atlas publicado no Journal of Maps por dois investigadores da TU Wien cruzou mais de 22 milhões de anúncios em mais de 30 países. Portugal aparece entre os mercados mais fechados da Europa, e a Área Metropolitana de Lisboa no grupo dos piores.

A pergunta que este estudo faz é mais útil do que a habitual. Não é quanto custa uma casa. É quantos metros quadrados compra um salário médio local, se um terço do rendimento for para um crédito a trinta anos. Feita assim a conta, a Área Metropolitana de Lisboa fica no grupo das regiões europeias onde um salário médio não chega para 50 metros quadrados. Portugal surge, no conjunto, entre os países mais difíceis do continente para comprar casa com o…

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Gráfico de barras a comparar a meta de mil casas de renda acessível para 2026, as 588 sob gestão da Porto Vivo e a nova meta de 1.600 casas para 2029
Imobiliário 6 de setembro de 2026

O Porto prometeu mil casas de renda acessível até 2026. Vai fechar o ano com 588

A meta anunciada em 2023 pela Câmara do Porto eram mil fogos de arrendamento acessível até 2026. A Porto Vivo fecha o ano a gerir 588, e a meta passou agora a ser de 1.600 casas até 2029.

Em agosto de 2023, a Câmara do Porto pôs folhetos nas caixas de correio da cidade a pedir casas emprestadas. O objetivo estava escrito na página da própria empresa municipal: dotar a cidade de mil fogos em regime de arrendamento acessível até 2026. Estamos em setembro de 2026. A Porto Vivo vai fechar o ano a gerir 588 casas. A conta não é uma acusação, é uma medida. Faltam 412 fogos para a promessa, e a autarquia respondeu como as autarquias costumam…

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Gráfico de barras: em 57 economias, os preços reais da habitação subiram em 39, desceram em 14 e ficaram estáveis em 4 no primeiro trimestre de 2026
Imobiliário 4 de setembro de 2026

Em 57 economias, as casas só desceram em 14. Portugal foi a que mais subiu

O BIS diz que os preços reais da habitação caíram 1,2% no mundo no primeiro trimestre. Em Portugal subiram 15,2%, o valor mais alto da lista, à frente da Macedónia do Norte e da Bulgária.

Há uma maneira desconfortável de perceber o que se passa com a habitação em Portugal, e é olhar para o resto do mundo. O Banco de Pagamentos Internacionais, o banco central dos bancos centrais, acaba de fazer as contas a 57 economias. Em 39 delas os preços reais das casas subiram, em quatro ficaram na mesma e em 14 desceram. Em nenhuma subiram tanto como cá. A subida portuguesa foi de 15,2% em termos reais no primeiro trimestre, ou seja já descontada a…

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