EN
Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 26 de setembro de 2026

Preços das casas em Portugal: o acompanhamento

Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.

Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda — que desde 1 de agosto passa também pelas novas regras do crédito à habitação, com a taxa de esforço a descer para 45%. Os dados oficiais estão no INE.

Atualizações

25 de setembro de 2026

O fosso entre salários e preços da habitação ficou mais nítido: entre o segundo trimestre de 2025 e o de 2026, o salário médio bruto subiu 5,1 por cento (1,8 por cento acima da inflação) para 1.835 euros, enquanto o preço das casas avançou 16,5 por cento no mesmo período, mais do triplo. Na última década a distância é ainda maior: os salários cresceram 48 por cento, os preços quase triplicaram, mais 182 por cento, segundo o INE e o idealista.

24 de setembro de 2026

O índice de preços da habitação do INE voltou a travar: os preços subiram 16,5 por cento em termos homólogos no segundo trimestre, menos 1,3 pontos percentuais do que os 17,8 por cento do trimestre anterior. As casas usadas continuam a subir mais depressa, 18 por cento, contra 12,3 por cento nas novas. Venderam-se 40.142 casas entre abril e junho, menos 6,4 por cento do que há um ano e a terceira queda trimestral seguida, mas o valor transacionado avançou 4,2 por cento, para 10,7 mil milhões de euros, e o preço médio bateu novo recorde nos 266.475 euros. Os compradores estrangeiros também recuaram, 1.890 aquisições, 4,7 por cento do total, menos 10,3 por cento num ano. Por regiões, quem vendeu menos foi a Madeira, menos 15,2 por cento, e o Algarve, menos 12,4 por cento; só o Alentejo cresceu em valor transacionado, mais 20,2 por cento.

18 de setembro de 2026

A taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu para 3,162% em agosto, mais 2,7 pontos base do que em julho e o quarto mês seguido de subida, segundo o INE. A prestação média mensal chegou a 418 euros, quatro acima de julho e 24 acima de agosto do ano passado, e a repartição é o número que vale a pena guardar: 209 euros de juros e 209 euros de capital amortizado, ou seja, metade da prestação ainda não está a pagar casa nenhuma. Nos contratos assinados nos últimos três meses a conta é bem outra, 744 euros por mês, mais 14,3% do que há um ano, com um capital médio em dívida de 185.812 euros contra 80.188 euros no conjunto dos créditos. A próxima atualização destes indicadores está marcada para 21 de outubro.

2 de setembro de 2026

A banca emprestou 2,3 mil milhões de euros para compra de casa em julho, o valor mensal mais alto de que há registo, segundo o Banco de Portugal. No mesmo mês entraram 13,7 mil milhões em novos depósitos a prazo, também um recorde, com a taxa a subir pelo sexto mês seguido. As duas pontas contam a mesma história: quem consegue comprar está a pedir mais crédito, e quem não consegue está a estacionar o dinheiro. Um estudo do McKinsey Global Institute divulgado esta quarta-feira acrescenta o desfecho — a riqueza líquida das famílias portuguesas por habitante caiu 1,6 por cento entre 2024 e 2025, contra um máximo histórico a nível global.

27 de agosto de 2026

A avaliação bancária voltou a bater máximo em julho: 2.240 euros por metro quadrado, mais 12 euros do que em junho e mais 15,2 por cento do que há um ano, segundo o INE. A Grande Lisboa está 51,7 por cento acima da média nacional, nos 3.397 euros, mais 441 euros do que em julho de 2025. A subida homóloga mais forte foi na Península de Setúbal, 20,4 por cento, de 2.310 para 2.781 euros. Nos apartamentos a mediana ficou nos 2.627 euros por metro quadrado, mais 16,5 por cento em termos homólogos, num apuramento que considerou 34.053 avaliações.

19 de agosto de 2026

Há agora um número que resume a crise da habitação melhor do que qualquer índice de preços: em Faro, a renda média consome 101 por cento do rendimento líquido de uma família. Ou seja, o salário não chega. Os dados do idealista relativos ao segundo trimestre põem a taxa de esforço nacional em 82 por cento para quem arrenda e 76 por cento para quem compra com crédito, bem acima do limite de 33 por cento habitualmente recomendado. No arrendamento seguem-se ao Faro o Funchal (99 por cento), Lisboa (80) e Porto (69), e só Portalegre (30) fica dentro do patamar recomendado. Na compra, o Funchal é o caso mais extremo, com 115 por cento, seguido de Lisboa (99), Faro (84) e Porto (82).

17 de agosto de 2026

Compra e arrendamento deixaram de andar ao mesmo ritmo. Os preços de venda subiram 11,2 por cento num ano, enquanto as rendas avançaram 3,6 por cento no mesmo período — uma diferença de sete pontos e meio entre os dois mercados. Os dados do Infocasa mostram um arrendamento praticamente parado no curto prazo: 87,9 por cento dos apartamentos anunciados não mexeram no preço nos últimos 30 dias, 9 por cento baixaram e apenas 3 por cento subiram. Nas rendas médias pedidas, o T2 lidera em valor absoluto com 1.577 euros por mês, seguido do T3 com 1.842 euros e do T1 com 1.231 euros; por metro quadrado, porém, é o T1 o mais caro, a 22 euros/m2, contra 18,63 no T2 e 15,66 no T3.

8 de agosto de 2026

O fosso entre comprar e arrendar ganhou números novos. Uma análise da DECO PROteste Investe divulgada esta semana aponta para uma subida homóloga de 11,2% nos preços das casas, contra apenas 3,6% nas rendas. É a tendência que já vinha de trás, agora mais explícita: quem compra enfrenta uma valorização a dois dígitos, quem arrenda vê a renda subir a um ritmo bem mais perto da inflação. Para quem compra para arrendar, a conta é desconfortável — o preço de entrada sobe mais depressa do que aquilo que a casa rende.

6 de agosto de 2026

As rendas inverteram a tendência. Depois de seis meses consecutivos a descer, os preços pedidos no arrendamento subiram 0,9% em julho em termos homólogos, para um valor mediano de 17,7 euros por metro quadrado, segundo o idealista. E houve troca no topo: o Algarve ultrapassou a Área Metropolitana de Lisboa e passou a ser a região mais cara do país para arrendar, com 22,5 euros/m2. Do lado da venda, o mês fechou no nono recorde mensal seguido — já contámos essa parte em detalhe.

28 de julho de 2026

Os preços pedidos voltaram a subir em julho. O valor médio anunciado para venda chegou aos 435 mil euros, mais 1,4% do que em junho e mais 2,4% do que em julho do ano passado. No arrendamento a subida foi mais acentuada: 1.350 euros por mês, mais 3,8% em cadeia e em termos homólogos. O mapa continua a partir-se em dois — Bragança e Portalegre lideram as valorizações do mês, enquanto Lisboa e Porto dão sinais de estabilização depois de anos a puxar o país inteiro para cima.

25 de julho de 2026

A avaliação bancária da habitação bateu novo máximo em junho: 2.228 euros por metro quadrado, mais 16,6% do que no mesmo mês de 2025, segundo o INE. Do lado das vendas, o mercado voltou a acelerar — transacionaram-se 39.210 casas no Continente entre abril e junho, cerca de 7% acima dos três meses anteriores. Compra-se mais e avalia-se mais alto ao mesmo tempo, o que não costuma ser o prenúncio de uma correção.

24 de julho de 2026

Vende-se menos, mas cada vez mais caro. A oferta de casas à venda em Portugal recuou cerca de 6% até junho, segundo o Idealista, o que mantém a pressão nos preços mesmo com a procura a arrefecer. Os dados do INE para o arranque de 2026 contam a mesma história: transacionaram-se menos casas (à volta de menos 10% em cadeia), mas o preço mediano bateu novo recorde, perto dos 2.337 euros por metro quadrado.

22 de julho de 2026

A oferta de casas para arrendar em Portugal caiu 22% no segundo trimestre face ao ano anterior, para cerca de 40,7 mil imóveis de longa duração, segundo o Idealista, ficando quase na mesma face ao trimestre anterior. As descidas mais fortes foram em Coimbra (-58%), Porto (-52%) e Lisboa (-27%), mas a oferta até subiu em 14 dos 20 territórios analisados, com destaque para Beja (+65%), Madeira (+50%) e Bragança (+44%).

20 de julho de 2026

O idealista fechou junho com o preço mediano das casas à venda em novo máximo: 3.156 euros por metro quadrado, o oitavo recorde mensal consecutivo. A subida anual abrandou de 10,2 para 8,9 por cento — sinal de moderação, não de alívio: Lisboa segue nos 4.724 euros/m2 e Faro nos 4.069, e a falta de oferta continua a impedir qualquer correção.

19 de julho de 2026

O balanço do INE a 2025 confirma um mercado a duas velocidades: venderam-se 169.812 casas (+8,6%), num total recorde de 41,2 mil milhões de euros (+21,7%, o valor mais alto da série iniciada em 2009), e o preço mediano subiu 16,8% para 2.076 euros/m2. No arrendamento, os 149.628 novos contratos (+5,4%) e a renda mediana de 9,29 euros/m2 (+9,7%) cresceram a quase metade do ritmo dos preços de venda. Nota curiosa: só 86,2% das compras recorreram a avaliação bancária, contra 89,7% em 2024 — há cada vez mais casas pagas sem crédito.

O custo da habitação está a obrigar os mais novos a trabalhar a dobrar: segundo um estudo divulgado esta semana pela imprensa do setor, quatro em cada dez jovens entre os 18 e os 35 anos acumulam mais do que um emprego para pagar as contas. Entre os jovens que vivem em casa arrendada, quase metade gasta mais de 30% do rendimento só na renda — o limiar a partir do qual os especialistas falam em sobrecarga habitacional.

3 de agosto de 2026

Nono recorde consecutivo, e desta vez com o travão mais carregado: o preço mediano à venda chegou aos 3.210 euros/m2 em julho, com uma subida anual de 8% (era 8,9% em junho) e uma variação trimestral de apenas 0,4%. Lisboa foi a capital que menos subiu (+4,1%) e continua a mais cara, nos 6.260 euros/m2, contra os 1.041 de Castelo Branco. As maiores subidas do ano estão no interior: Viseu (+20,2%), Portalegre (+19,9%) e Guarda (+18,7%). Detalhes em preços das casas em julho.

18 de julho de 2026

O INE confirmou o que o mercado já gritava: no primeiro trimestre, o preço mediano das casas efetivamente vendidas chegou aos 2.337 euros/m2, um recorde absoluto, depois de subir 19,8% num ano — e a acelerar (era 17,5% no trimestre anterior). Venderam-se 35.953 casas, menos 10,5%, com os compradores estrangeiros a pagar em mediana 3.000 euros/m2 contra 2.313 dos residentes. Lisboa (5.292), Cascais (5.000) e Oeiras (4.511) lideram; Guimarães foi o concelho grande que mais subiu (+41,9%).

17 de julho de 2026

Onde é que ainda se arrenda barato? O idealista fez as contas com dados do segundo trimestre e Castelo Branco lidera, com rendas medianas de 7,4 euros por metro quadrado, seguida de Bragança (7,5), Viseu (7,7), Santa Maria da Feira (8,1) e Barcelos (8,3) — ao todo, há mais de uma dezena de concelhos abaixo dos 10 euros/m2, de Famalicão a Tomar. No extremo oposto, Lisboa continua imbatível nos 21,8 euros/m2, à frente de Cascais (20,5), Sines (18,9), Loulé (18,1) e Oeiras (17,3).

16 de julho de 2026

A S&P prevê que Portugal registe a maior subida de preços da habitação na Europa em 2026 — a agência reviu as projeções esta semana, num país que já tinha fechado o primeiro trimestre com uma valorização anual de 16,5%, a quarta mais alta do mundo. Para quem procura casa, o recado é o de sempre: esperar por uma descida continua a não ser estratégia.

O segundo trimestre trouxe a correção que se adivinhava: segundo o idealista, o preço médio de venda caiu 3,4% face ao trimestre anterior, para 3.544 euros por metro quadrado, e as rendas recuaram 4,2%, para 15,46 euros. As casas também demoram mais a vender — 184 dias em média, mais 54% — mas o esforço das famílias continua brutal: a prestação de um T2 absorve cerca de 49% do rendimento líquido de um casal médio. E a queda não é geral: 10 distritos e os Açores ainda subiram.

11 de julho de 2026

Sinal amarelo do lado da oferta: o INE contou apenas 6.586 projetos de construção e reabilitação licenciados até abril, menos 7% do que no mesmo período de 2025, e os custos de construção de habitação nova subiram 6,9% em maio face ao ano anterior. Menos licenças e obra mais cara é uma receita que costuma acabar num sítio conhecido — pressão sobre os preços mais à frente.

10 de julho de 2026

Os preços das casas subiram 8,9% em junho face a há um ano, segundo o idealista — o oitavo máximo histórico consecutivo, com o metro quadrado nos 3.156 euros. O ritmo abrandou (era 10,2% em maio), mas subiu em todas as 20 capitais de distrito e regiões autónomas, com Portalegre (+25,8%), Castelo Branco (+24,3%) e Santarém (+24,2%) à cabeça. Lisboa continua no topo da tabela, com 6.107 euros/m2, seguida do Porto (4.053) e do Funchal (3.921).

9 de julho de 2026

Idealista: em maio o preço mediano dos imóveis à venda estava em 3.142 euros/m2 e o valor médio anunciado subiu para cerca de 430,5 mil euros (+3,7% homólogos), mas com vendas e preços a abrandar a subida. No arrendamento, a renda mediana nacional chegou aos 9,46 euros/m2 no 1.º trimestre (+9,1%), com Lisboa quase no dobro (17,42 euros/m2).

8 de julho de 2026

A Porto Vivo vai colocar no mercado mais 159 casas de renda acessível até dezembro, elevando para 588 os fogos com rendas abaixo do mercado geridos pela sociedade no final de 2026. No mercado de venda, o preço médio dos imóveis anunciados rondava os 430 mil euros em maio, mais 3,7% do que um ano antes, enquanto as transações do primeiro trimestre caíram 8,7% em termos homólogos — preços a subir, negócio a arrefecer.

6 de julho de 2026

O preço médio dos imóveis anunciados para venda chegou aos 430,5 mil euros em maio, mais 3,7% do que um ano antes, segundo o relatório de preços da Imovirtual — mas o mercado dá sinais claros de desaceleração. No primeiro trimestre, os preços de venda chegaram a cair ligeiramente enquanto as rendas subiram na maioria dos distritos. Na prestação da casa, o fosso regional continua enorme: Aveiro tem a prestação média mais alta (perto de 967 euros) e Viseu a mais baixa (cerca de 398 euros), uma diferença de quase 570 euros por mês.

Por Duarte Figueiredo

Infografia: Tugadaily · dados idealista

Um catamarã ancorado no mar entre a Comporta e a Praia da Torre, com a Serra da Arrábida ao fundo
Imobiliário 28 de setembro de 2026

Os super-ricos já têm quase quatro casas cada. Portugal está bem colocado para ser uma delas

O Residence Report 2026/27 da Knight Frank conta 3,8 casas por ultra-rico, contra 2,9 há menos de uma década, e coloca Lisboa, o Algarve e a Comporta entre os destinos bem posicionados para esse dinheiro.

Há menos de uma década, um ultra-rico tinha em média 2,9 casas. Hoje tem 3,8. É esse o número que abre o Residence Report 2026/27, da Knight Frank em associação com a Quintela + Penalva, e ele diz muito sobre para onde está a ir o dinheiro de topo: não para uma casa maior, mas para mais casas, espalhadas por mais sítios. Portugal aparece bem posicionado nesse mapa. O relatório vê em Lisboa, no Algarve e na Comporta uma vantagem competitiva num momento em…

Continuar a ler
Cruzamento de ruas em Lisboa com prédios de habitação de quatro pisos, um recuperado e outro por recuperar, e um pequeno restaurante com mesas na esplanada
Imobiliário 22 de setembro de 2026

Esta é a estreia de Lisboa no índice de bolha da UBS (e entra já no segundo degrau mais alto)

O banco suíço acrescentou Lisboa e Seul à amostra este ano e as duas cidades foram logo as que mais subiram no risco. Lisboa fica no escalão elevado, com Miami, o Dubai, Seul e Genebra, depois de uma década a valorizar quase 7% ao ano em termos reais.

Ser incluído num índice de bolha imobiliária não é o tipo de estreia que uma cidade celebre. Lisboa acaba de fazer a sua. O UBS publica todos os anos o Global Real Estate Bubble Index, que este ano vai na décima segunda edição e passou a cobrir 23 cidades. As duas caras novas são Lisboa e Seul, e foram exatamente essas duas que registaram a maior subida de risco de todo o levantamento. Lisboa entrou diretamente no escalão de risco elevado, ao lado de…

Continuar a ler
Gráfico de barras com a renda mediana de novos contratos por sub-região no 1.º trimestre de 2026: Grande Lisboa 14,38 €/m2, Madeira 11,97, Península de Setúbal 11,35, Algarve 10,71, Área Metropolitana do Porto 10,13 e mediana nacional 9,46, com a nota de que o município de Lisboa está nos 17,42
Imobiliário 22 de setembro de 2026

Lisboa cancelou 40% do alojamento local. As rendas subiram na mesma

A câmara fechou 6.765 registos em fevereiro e a cidade passou de perto de 20 mil para 11.779 alojamentos ativos. No trimestre que apanha esse corte, a renda mediana de novos contratos em Lisboa subiu 8,2% e continua a mais alta do país, a 17,42 €/m2.

Durante anos, a resposta mais repetida para o preço das casas em Lisboa foi o alojamento local. Tire-se o AL do mercado, dizia o argumento, e as casas voltam ao arrendamento normal. Lisboa fez precisamente isso, em grande escala, e agora há números para ver o que aconteceu a seguir. A câmara concluiu a 1 de fevereiro um saneamento administrativo dos registos e cancelou 6.765 licenças de alojamento local — cerca de 40% do universo da cidade. Foram…

Continuar a ler
Vale em Sistelo com dezenas de pequenos socalcos agrícolas delimitados por muros de pedra a subir as duas encostas e um lugar de casas de telhado vermelho encaixado a meio da vertente
Imobiliário 22 de setembro de 2026

Tem um terreno rústico por registar? O BUPi só é gratuito até 30 de setembro

A identificação e o registo de prédios rústicos e mistos no Balcão Único do Prédio não custam nada até 30 de setembro de 2026. Depois dessa data voltam as taxas — e, desde abril, sem representação gráfica georreferenciada não se assina a venda de um terreno.

Há uma data a aproximar-se que quase ninguém anda a contar, e custa dinheiro a quem a deixar passar. Até 30 de setembro de 2026, identificar e registar um terreno rústico ou misto no Balcão Único do Prédio não custa nada — nem a identificação, nem as taxas do registo. A partir de 1 de outubro, volta a custar. São nove dias, contando com hoje. A gratuitidade não é novidade absoluta: já foi prolongada antes, e foi o Decreto-Lei n.º 87/2026, de 15 de abril,…

Continuar a ler
Gráfico de barras da Tugadaily com os dias entre o decreto-lei e a portaria das rendas máximas: 15 dias em 2019, 30 dias de prazo legal e 120 dias em 2026, contagem ainda a correr
Imobiliário 17 de setembro de 2026

A portaria que fixa as rendas acessíveis está 90 dias para lá do prazo que a lei lhe deu

O regime simplificado produz efeitos desde 1 de setembro, mas a renda máxima por tipologia só existe quando sair uma portaria. O artigo 16.º do decreto-lei mandava aprová-la em 30 dias, contados de 20 de maio. Em 2019, o regime anterior levou 15.

Toda a gente noticiou que o novo regime das rendas acessíveis está à espera de uma portaria. Ninguém foi ver quando é que essa portaria devia ter saído. Nós fomos ler o decreto-lei, e a resposta está lá escrita. O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível foi criado pelo Decreto-Lei n.º 97/2026, de 20 de maio. O artigo 16.º desse diploma, que tem por epígrafe Regulamentação, dá ao Governo um prazo de 30 dias a contar da publicação para aprovar as…

Continuar a ler
Dan Jørgensen, comissário europeu com a pasta da Habitação, cumprimenta o ministro francês da Cidade e da Habitação, em 2026.
Imobiliário 14 de setembro de 2026

A lei europeia da habitação não trata só do alojamento local (as casas vazias também lá estão)

A Comissão Europeia propôs a 9 de setembro o Affordable Housing Act. Não proíbe nada por si: dá às autarquias uma régua comum para provar que há pressão habitacional antes de restringir seja o que for.

Quando a notícia chegou a Portugal, na semana passada, chegou quase sempre com a mesma etiqueta: Bruxelas vai regular o alojamento local. É verdade, mas fica muito longe de contar a coisa toda. O texto que a Comissão Europeia apresentou a 9 de setembro chama-se Affordable Housing Act e, segundo a página oficial da própria Comissão, aplica-se às regras que as autoridades já criam sobre arrendamento de curta duração, segundas habitações e casas devolutas.…

Continuar a ler
Gráfico Tugadaily com a queda homóloga no número de edifícios licenciados no 2.º trimestre de 2026: Grande Lisboa -35,1%, Algarve -24,9%, Península de Setúbal -20,3%, Portugal -7,1%
Imobiliário 12 de setembro de 2026

Onde o país travou nas licenças de construção (e os dois sítios onde não travou)

O INE contou 6.162 edifícios licenciados no segundo trimestre, menos 7,1% num ano. A Grande Lisboa caiu 35,1%, o Algarve 24,9% — e só a Madeira e o Norte fecharam o trimestre em alta.

Entre abril e junho, as câmaras do país emitiram licença a 6.162 edifícios. É menos 7,1% do que no mesmo trimestre de 2025 e, por estranho que pareça, é uma boa notícia comparada com o início do ano, quando a queda ia nos 9,7%. O detalhe que interessa a quem anda à procura de casa está mais abaixo na tabela. Nos fogos de habitação familiar em construção nova, o licenciamento subiu 10,8%, para 11.834. Ou seja: licenciam-se menos edifícios, mas os edifícios…

Continuar a ler
Évora vista de sul, com a Sé ao centro e os telhados das casas brancas da cidade em primeiro plano
Imobiliário 12 de setembro de 2026

Tem até 12 de outubro para dizer o que pensa das 7.000 casas novas de Évora

A revisão do Plano de Urbanização de Évora prevê mais de sete mil fogos, um cluster de saúde junto ao novo hospital e novas áreas económicas. Qualquer pessoa pode enviar sugestões até 12 de outubro.

Évora abriu a porta e deixou-a aberta até 12 de outubro. A proposta de revisão do Plano de Urbanização da cidade está em discussão pública desde segunda-feira, e qualquer pessoa ou entidade pode ler o documento e responder-lhe. O que está em cima da mesa não é pouco. O plano aponta para mais de 7.000 novos fogos, um cluster de saúde junto ao hospital que ainda está em construção e novas áreas destinadas a atividades económicas. Carlos Zorrinho, presidente…

Continuar a ler
Gráfico de barras Tugadaily com a variação homóloga do preço das casas à venda em agosto de 2026: Santarém 22,9%, ilha do Pico 20,8%, ilha Terceira 19,6%, Évora 19,5%, Viseu 17,1% e Lisboa 4%
Imobiliário 11 de setembro de 2026

O distrito onde as casas mais subiram num ano não é Lisboa nem o Porto

Em agosto, o preço mediano pedido por metro quadrado subiu 22,9% em Santarém, contra 4% em Lisboa. O preço nacional ficou nos 3.207 euros por metro quadrado, praticamente parado face a julho.

Santarém. É esse o distrito onde as casas à venda mais se valorizaram no último ano em Portugal, com uma subida homóloga de 22,9% em agosto, segundo o índice de preços do idealista. Lisboa, no mesmo período, subiu 4%. Atrás de Santarém vêm a ilha do Pico, com 20,8%, a ilha Terceira, com 19,6%, Évora, com 19,5%, e Viseu, com 17,1%. Portalegre e Coimbra seguem-se, ambas com 17%. Dos 25 distritos e ilhas analisados, só um desceu: a ilha do Faial, com uma…

Continuar a ler
Vista aérea de Viana do Castelo ao pôr do sol, com os prédios de habitação, o rio Lima e a ponte Eiffel
Imobiliário 9 de setembro de 2026

Vai arrendar casa? O Norte é a única região do país onde as rendas caíram

As rendas subiram 4,9% em Portugal em agosto, para uma mediana de 18,1 euros por metro quadrado, segundo o índice do idealista. Viana do Castelo lidera as subidas com 32,2%; no Porto, os preços caíram 6,3%.

Se está a olhar para anúncios de arrendamento neste momento, há um número que interessa mais do que a média nacional: o do sítio onde quer viver. Porque a média nacional diz que as rendas subiram 4,9% em agosto face ao mesmo mês do ano passado, para uma mediana de 18,1 euros por metro quadrado. E depois há o que se passa em cada distrito, que é outra conversa. O índice de preços do idealista mostra que em seis das sete regiões analisadas as rendas subiram…

Continuar a ler
Gráfico de barras Tugadaily com o preço mediano por metro quadrado das casas vendidas no primeiro trimestre de 2026: Grande Lisboa 4.322 euros, Algarve 3.899 euros, Portugal 2.337 euros
Imobiliário 8 de setembro de 2026

Ganha o salário médio? Na Grande Lisboa isso dá para menos de 50 metros quadrados

Um atlas publicado no Journal of Maps por dois investigadores da TU Wien cruzou mais de 22 milhões de anúncios em mais de 30 países. Portugal aparece entre os mercados mais fechados da Europa, e a Área Metropolitana de Lisboa no grupo dos piores.

A pergunta que este estudo faz é mais útil do que a habitual. Não é quanto custa uma casa. É quantos metros quadrados compra um salário médio local, se um terço do rendimento for para um crédito a trinta anos. Feita assim a conta, a Área Metropolitana de Lisboa fica no grupo das regiões europeias onde um salário médio não chega para 50 metros quadrados. Portugal surge, no conjunto, entre os países mais difíceis do continente para comprar casa com o…

Continuar a ler
Gráfico de barras a comparar a meta de mil casas de renda acessível para 2026, as 588 sob gestão da Porto Vivo e a nova meta de 1.600 casas para 2029
Imobiliário 6 de setembro de 2026

O Porto prometeu mil casas de renda acessível até 2026. Vai fechar o ano com 588

A meta anunciada em 2023 pela Câmara do Porto eram mil fogos de arrendamento acessível até 2026. A Porto Vivo fecha o ano a gerir 588, e a meta passou agora a ser de 1.600 casas até 2029.

Em agosto de 2023, a Câmara do Porto pôs folhetos nas caixas de correio da cidade a pedir casas emprestadas. O objetivo estava escrito na página da própria empresa municipal: dotar a cidade de mil fogos em regime de arrendamento acessível até 2026. Estamos em setembro de 2026. A Porto Vivo vai fechar o ano a gerir 588 casas. A conta não é uma acusação, é uma medida. Faltam 412 fogos para a promessa, e a autarquia respondeu como as autarquias costumam…

Continuar a ler
Gráfico de barras: em 57 economias, os preços reais da habitação subiram em 39, desceram em 14 e ficaram estáveis em 4 no primeiro trimestre de 2026
Imobiliário 4 de setembro de 2026

Em 57 economias, as casas só desceram em 14. Portugal foi a que mais subiu

O BIS diz que os preços reais da habitação caíram 1,2% no mundo no primeiro trimestre. Em Portugal subiram 15,2%, o valor mais alto da lista, à frente da Macedónia do Norte e da Bulgária.

Há uma maneira desconfortável de perceber o que se passa com a habitação em Portugal, e é olhar para o resto do mundo. O Banco de Pagamentos Internacionais, o banco central dos bancos centrais, acaba de fazer as contas a 57 economias. Em 39 delas os preços reais das casas subiram, em quatro ficaram na mesma e em 14 desceram. Em nenhuma subiram tanto como cá. A subida portuguesa foi de 15,2% em termos reais no primeiro trimestre, ou seja já descontada a…

Continuar a ler
Gráfico de barras da Tugadaily comparando a taxa de IRS sobre a renda em três regimes: 28% sem regime, 10% na renda moderada e zero no RSAA
Imobiliário 3 de setembro de 2026

Zero de IRS ou 10%: as duas contas que o senhorio tem de fazer desde 1 de setembro

O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível entrou em vigor a 1 de setembro e isenta as rendas de IRS e IRC, desde que fiquem abaixo do tecto do concelho. A alternativa é a taxa de 10%, que tem prazo de validade em 2029.

Desde 1 de setembro, quem tem uma casa para arrendar em Portugal tem duas contas a fazer, e a resposta muda de concelho para concelho. O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível substituiu o antigo Programa de Apoio ao Arrendamento, e ao lado dele entraram em vigor os Contratos de Investimento para Arrendamento. Os dois saíram do pacote fiscal da habitação aprovado em maio. A primeira conta é a mais fácil de fazer. Um contrato de habitação com renda…

Continuar a ler