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Gráfico de barras da Tugadaily: meta do PRR 26 mil casas, previsão de 28 mil até final de agosto de 2026 e 40 mil até dezembro
Imobiliário 15 de agosto de 2026

A meta europeia eram 26 mil casas. O Governo diz que entrega 28 mil até ao fim de agosto

O prazo do PRR fecha a 31 de agosto e o 1.º Direito era a meta de habitação mais fácil de contar. Numa nota conjunta deste sábado, dois ministérios dizem que vai ser ultrapassada — e prometem 40 mil casas até dezembro.

O Plano de Recuperação e Resiliência tem uma data que não se negoceia: 31 de agosto de 2026. É o dia em que Portugal tem de mostrar a Bruxelas que cumpriu os marcos a que se comprometeu, e a habitação era um dos capítulos com a meta mais fácil de contar. Vinte e seis mil casas disponibilizadas a famílias, através do 1.º Direito, o programa público de apoio ao acesso à habitação gerido pelo IHRU com os municípios.

Numa nota conjunta divulgada este sábado, os ministérios da Economia e Coesão Territorial e das Infraestruturas e Habitação dizem que o número vai ficar acima da meta: mais de 28 mil respostas habitacionais até ao final de agosto. E acrescentam uma previsão que já vai para lá do prazo europeu — 40 mil casas até ao final de dezembro.

Como é que se chega aqui em dois meses

O 1.º Direito nasceu em 2018 e só foi integrado no PRR em 2021, o que lhe deu dinheiro e, sobretudo, um relógio. Financia câmaras, misericórdias e cooperativas para realojar famílias que vivem em condições indignas, e a execução depende quase sempre de obra municipal, o que explica por que razão o programa passou anos com números modestos e acelerou no fim.

O Governo atribui o salto a um conjunto de medidas do programa Construir Portugal: termos de responsabilidade e aceitação assinados com os municípios, e um regime de exceção que permitiu pôr à frente da fila as operações com projetos mais maduros. Traduzido, é priorizar aquilo que já estava quase pronto para contar antes do prazo.

A palavra que convém ler com atenção

A nota do Governo fala em respostas habitacionais, não em chaves entregues, e não desagrega uma coisa da outra. A diferença não é semântica: uma resposta habitacional pode ser uma casa comprada, reabilitada ou construída e ainda em processo de atribuição, e uma família só está realojada quando lá mora. Enquanto o detalhe por município não for publicado, o número de 28 mil é uma contabilidade de metas europeias, não um retrato de quantas portas abriram.

Vale a pena guardar o contraste. O mesmo país que entrega estas casas com dinheiro europeu é aquele onde os preços das casas bateram em julho o nono recorde seguido e onde uma câmara anuncia como notícia onze fogos de renda acessível ao lado do Jardim da Estrela. Vinte e oito mil casas é muito para um programa. Continua a ser pouco para o problema.

O ministro Miguel Pinto Luz fala em mais de nove mil milhões de euros mobilizados para aumentar a oferta. O teste seguinte não é a meta de agosto, que está praticamente fechada — é dezembro, quando as 40 mil deixarem de ser previsão.

Por Duarte Figueiredo

Infografia: Tugadaily · dados do Governo de Portugal, 15 de agosto de 2026

Um catamarã ancorado no mar entre a Comporta e a Praia da Torre, com a Serra da Arrábida ao fundo
Imobiliário 28 de setembro de 2026

Os super-ricos já têm quase quatro casas cada. Portugal está bem colocado para ser uma delas

O Residence Report 2026/27 da Knight Frank conta 3,8 casas por ultra-rico, contra 2,9 há menos de uma década, e coloca Lisboa, o Algarve e a Comporta entre os destinos bem posicionados para esse dinheiro.

Há menos de uma década, um ultra-rico tinha em média 2,9 casas. Hoje tem 3,8. É esse o número que abre o Residence Report 2026/27, da Knight Frank em associação com a Quintela + Penalva, e ele diz muito sobre para onde está a ir o dinheiro de topo: não para uma casa maior, mas para mais casas, espalhadas por mais sítios. Portugal aparece bem posicionado nesse mapa. O relatório vê em Lisboa, no Algarve e na Comporta uma vantagem competitiva num momento em…

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Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 26 de setembro de 2026

Preços das casas em Portugal: o acompanhamento

Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.

Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda — que desde 1 de agosto passa também pelas novas regras do crédito à habitação, com a taxa de esforço a descer para 45%. Os dados oficiais estão no INE.

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Cruzamento de ruas em Lisboa com prédios de habitação de quatro pisos, um recuperado e outro por recuperar, e um pequeno restaurante com mesas na esplanada
Imobiliário 22 de setembro de 2026

Esta é a estreia de Lisboa no índice de bolha da UBS (e entra já no segundo degrau mais alto)

O banco suíço acrescentou Lisboa e Seul à amostra este ano e as duas cidades foram logo as que mais subiram no risco. Lisboa fica no escalão elevado, com Miami, o Dubai, Seul e Genebra, depois de uma década a valorizar quase 7% ao ano em termos reais.

Ser incluído num índice de bolha imobiliária não é o tipo de estreia que uma cidade celebre. Lisboa acaba de fazer a sua. O UBS publica todos os anos o Global Real Estate Bubble Index, que este ano vai na décima segunda edição e passou a cobrir 23 cidades. As duas caras novas são Lisboa e Seul, e foram exatamente essas duas que registaram a maior subida de risco de todo o levantamento. Lisboa entrou diretamente no escalão de risco elevado, ao lado de…

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Gráfico de barras com a renda mediana de novos contratos por sub-região no 1.º trimestre de 2026: Grande Lisboa 14,38 €/m2, Madeira 11,97, Península de Setúbal 11,35, Algarve 10,71, Área Metropolitana do Porto 10,13 e mediana nacional 9,46, com a nota de que o município de Lisboa está nos 17,42
Imobiliário 22 de setembro de 2026

Lisboa cancelou 40% do alojamento local. As rendas subiram na mesma

A câmara fechou 6.765 registos em fevereiro e a cidade passou de perto de 20 mil para 11.779 alojamentos ativos. No trimestre que apanha esse corte, a renda mediana de novos contratos em Lisboa subiu 8,2% e continua a mais alta do país, a 17,42 €/m2.

Durante anos, a resposta mais repetida para o preço das casas em Lisboa foi o alojamento local. Tire-se o AL do mercado, dizia o argumento, e as casas voltam ao arrendamento normal. Lisboa fez precisamente isso, em grande escala, e agora há números para ver o que aconteceu a seguir. A câmara concluiu a 1 de fevereiro um saneamento administrativo dos registos e cancelou 6.765 licenças de alojamento local — cerca de 40% do universo da cidade. Foram…

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Vale em Sistelo com dezenas de pequenos socalcos agrícolas delimitados por muros de pedra a subir as duas encostas e um lugar de casas de telhado vermelho encaixado a meio da vertente
Imobiliário 22 de setembro de 2026

Tem um terreno rústico por registar? O BUPi só é gratuito até 30 de setembro

A identificação e o registo de prédios rústicos e mistos no Balcão Único do Prédio não custam nada até 30 de setembro de 2026. Depois dessa data voltam as taxas — e, desde abril, sem representação gráfica georreferenciada não se assina a venda de um terreno.

Há uma data a aproximar-se que quase ninguém anda a contar, e custa dinheiro a quem a deixar passar. Até 30 de setembro de 2026, identificar e registar um terreno rústico ou misto no Balcão Único do Prédio não custa nada — nem a identificação, nem as taxas do registo. A partir de 1 de outubro, volta a custar. São nove dias, contando com hoje. A gratuitidade não é novidade absoluta: já foi prolongada antes, e foi o Decreto-Lei n.º 87/2026, de 15 de abril,…

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Gráfico de barras da Tugadaily com os dias entre o decreto-lei e a portaria das rendas máximas: 15 dias em 2019, 30 dias de prazo legal e 120 dias em 2026, contagem ainda a correr
Imobiliário 17 de setembro de 2026

A portaria que fixa as rendas acessíveis está 90 dias para lá do prazo que a lei lhe deu

O regime simplificado produz efeitos desde 1 de setembro, mas a renda máxima por tipologia só existe quando sair uma portaria. O artigo 16.º do decreto-lei mandava aprová-la em 30 dias, contados de 20 de maio. Em 2019, o regime anterior levou 15.

Toda a gente noticiou que o novo regime das rendas acessíveis está à espera de uma portaria. Ninguém foi ver quando é que essa portaria devia ter saído. Nós fomos ler o decreto-lei, e a resposta está lá escrita. O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível foi criado pelo Decreto-Lei n.º 97/2026, de 20 de maio. O artigo 16.º desse diploma, que tem por epígrafe Regulamentação, dá ao Governo um prazo de 30 dias a contar da publicação para aprovar as…

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Dan Jørgensen, comissário europeu com a pasta da Habitação, cumprimenta o ministro francês da Cidade e da Habitação, em 2026.
Imobiliário 14 de setembro de 2026

A lei europeia da habitação não trata só do alojamento local (as casas vazias também lá estão)

A Comissão Europeia propôs a 9 de setembro o Affordable Housing Act. Não proíbe nada por si: dá às autarquias uma régua comum para provar que há pressão habitacional antes de restringir seja o que for.

Quando a notícia chegou a Portugal, na semana passada, chegou quase sempre com a mesma etiqueta: Bruxelas vai regular o alojamento local. É verdade, mas fica muito longe de contar a coisa toda. O texto que a Comissão Europeia apresentou a 9 de setembro chama-se Affordable Housing Act e, segundo a página oficial da própria Comissão, aplica-se às regras que as autoridades já criam sobre arrendamento de curta duração, segundas habitações e casas devolutas.…

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Gráfico Tugadaily com a queda homóloga no número de edifícios licenciados no 2.º trimestre de 2026: Grande Lisboa -35,1%, Algarve -24,9%, Península de Setúbal -20,3%, Portugal -7,1%
Imobiliário 12 de setembro de 2026

Onde o país travou nas licenças de construção (e os dois sítios onde não travou)

O INE contou 6.162 edifícios licenciados no segundo trimestre, menos 7,1% num ano. A Grande Lisboa caiu 35,1%, o Algarve 24,9% — e só a Madeira e o Norte fecharam o trimestre em alta.

Entre abril e junho, as câmaras do país emitiram licença a 6.162 edifícios. É menos 7,1% do que no mesmo trimestre de 2025 e, por estranho que pareça, é uma boa notícia comparada com o início do ano, quando a queda ia nos 9,7%. O detalhe que interessa a quem anda à procura de casa está mais abaixo na tabela. Nos fogos de habitação familiar em construção nova, o licenciamento subiu 10,8%, para 11.834. Ou seja: licenciam-se menos edifícios, mas os edifícios…

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Évora vista de sul, com a Sé ao centro e os telhados das casas brancas da cidade em primeiro plano
Imobiliário 12 de setembro de 2026

Tem até 12 de outubro para dizer o que pensa das 7.000 casas novas de Évora

A revisão do Plano de Urbanização de Évora prevê mais de sete mil fogos, um cluster de saúde junto ao novo hospital e novas áreas económicas. Qualquer pessoa pode enviar sugestões até 12 de outubro.

Évora abriu a porta e deixou-a aberta até 12 de outubro. A proposta de revisão do Plano de Urbanização da cidade está em discussão pública desde segunda-feira, e qualquer pessoa ou entidade pode ler o documento e responder-lhe. O que está em cima da mesa não é pouco. O plano aponta para mais de 7.000 novos fogos, um cluster de saúde junto ao hospital que ainda está em construção e novas áreas destinadas a atividades económicas. Carlos Zorrinho, presidente…

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Gráfico de barras Tugadaily com a variação homóloga do preço das casas à venda em agosto de 2026: Santarém 22,9%, ilha do Pico 20,8%, ilha Terceira 19,6%, Évora 19,5%, Viseu 17,1% e Lisboa 4%
Imobiliário 11 de setembro de 2026

O distrito onde as casas mais subiram num ano não é Lisboa nem o Porto

Em agosto, o preço mediano pedido por metro quadrado subiu 22,9% em Santarém, contra 4% em Lisboa. O preço nacional ficou nos 3.207 euros por metro quadrado, praticamente parado face a julho.

Santarém. É esse o distrito onde as casas à venda mais se valorizaram no último ano em Portugal, com uma subida homóloga de 22,9% em agosto, segundo o índice de preços do idealista. Lisboa, no mesmo período, subiu 4%. Atrás de Santarém vêm a ilha do Pico, com 20,8%, a ilha Terceira, com 19,6%, Évora, com 19,5%, e Viseu, com 17,1%. Portalegre e Coimbra seguem-se, ambas com 17%. Dos 25 distritos e ilhas analisados, só um desceu: a ilha do Faial, com uma…

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Vista aérea de Viana do Castelo ao pôr do sol, com os prédios de habitação, o rio Lima e a ponte Eiffel
Imobiliário 9 de setembro de 2026

Vai arrendar casa? O Norte é a única região do país onde as rendas caíram

As rendas subiram 4,9% em Portugal em agosto, para uma mediana de 18,1 euros por metro quadrado, segundo o índice do idealista. Viana do Castelo lidera as subidas com 32,2%; no Porto, os preços caíram 6,3%.

Se está a olhar para anúncios de arrendamento neste momento, há um número que interessa mais do que a média nacional: o do sítio onde quer viver. Porque a média nacional diz que as rendas subiram 4,9% em agosto face ao mesmo mês do ano passado, para uma mediana de 18,1 euros por metro quadrado. E depois há o que se passa em cada distrito, que é outra conversa. O índice de preços do idealista mostra que em seis das sete regiões analisadas as rendas subiram…

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Gráfico de barras Tugadaily com o preço mediano por metro quadrado das casas vendidas no primeiro trimestre de 2026: Grande Lisboa 4.322 euros, Algarve 3.899 euros, Portugal 2.337 euros
Imobiliário 8 de setembro de 2026

Ganha o salário médio? Na Grande Lisboa isso dá para menos de 50 metros quadrados

Um atlas publicado no Journal of Maps por dois investigadores da TU Wien cruzou mais de 22 milhões de anúncios em mais de 30 países. Portugal aparece entre os mercados mais fechados da Europa, e a Área Metropolitana de Lisboa no grupo dos piores.

A pergunta que este estudo faz é mais útil do que a habitual. Não é quanto custa uma casa. É quantos metros quadrados compra um salário médio local, se um terço do rendimento for para um crédito a trinta anos. Feita assim a conta, a Área Metropolitana de Lisboa fica no grupo das regiões europeias onde um salário médio não chega para 50 metros quadrados. Portugal surge, no conjunto, entre os países mais difíceis do continente para comprar casa com o…

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Gráfico de barras a comparar a meta de mil casas de renda acessível para 2026, as 588 sob gestão da Porto Vivo e a nova meta de 1.600 casas para 2029
Imobiliário 6 de setembro de 2026

O Porto prometeu mil casas de renda acessível até 2026. Vai fechar o ano com 588

A meta anunciada em 2023 pela Câmara do Porto eram mil fogos de arrendamento acessível até 2026. A Porto Vivo fecha o ano a gerir 588, e a meta passou agora a ser de 1.600 casas até 2029.

Em agosto de 2023, a Câmara do Porto pôs folhetos nas caixas de correio da cidade a pedir casas emprestadas. O objetivo estava escrito na página da própria empresa municipal: dotar a cidade de mil fogos em regime de arrendamento acessível até 2026. Estamos em setembro de 2026. A Porto Vivo vai fechar o ano a gerir 588 casas. A conta não é uma acusação, é uma medida. Faltam 412 fogos para a promessa, e a autarquia respondeu como as autarquias costumam…

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Gráfico de barras: em 57 economias, os preços reais da habitação subiram em 39, desceram em 14 e ficaram estáveis em 4 no primeiro trimestre de 2026
Imobiliário 4 de setembro de 2026

Em 57 economias, as casas só desceram em 14. Portugal foi a que mais subiu

O BIS diz que os preços reais da habitação caíram 1,2% no mundo no primeiro trimestre. Em Portugal subiram 15,2%, o valor mais alto da lista, à frente da Macedónia do Norte e da Bulgária.

Há uma maneira desconfortável de perceber o que se passa com a habitação em Portugal, e é olhar para o resto do mundo. O Banco de Pagamentos Internacionais, o banco central dos bancos centrais, acaba de fazer as contas a 57 economias. Em 39 delas os preços reais das casas subiram, em quatro ficaram na mesma e em 14 desceram. Em nenhuma subiram tanto como cá. A subida portuguesa foi de 15,2% em termos reais no primeiro trimestre, ou seja já descontada a…

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