Centenas de camiões levaram a marcha lenta do gasóleo de Paredes até Coimbra
A GNR contou 380 pesados, os organizadores falam em 450 de 117 empresas. Cinco horas pela A42, a A41 e a A1, sem incidentes, contra um gasóleo que subiu 63 cêntimos desde fevereiro.
Centenas de camiões, sobretudo do setor da terraplanagem e das obras públicas, fizeram esta sexta-feira uma marcha lenta de Lordelo, em Paredes, até ao nó de Coimbra Sul, pela A42, a A41 e a A1. A GNR contou 380 pesados durante a manhã; os organizadores falam em 450, de 117 empresas. O cortejo arrancou às 7h40 e chegou a Coimbra por volta das 12h30, cinco horas depois, sem incidentes, mas com o trânsito condicionado à chegada.
O protesto reage à subida do gasóleo: o litro simples passou de 1,59 euros em fevereiro para 2,22 euros em setembro, 63 cêntimos em sete meses. Os empresários pediram “respostas concretas” e apoios equivalentes aos que já foram atribuídos ao transporte de passageiros e de mercadorias, e deram como “primeira vitória” o ministro das Infraestruturas ter admitido que o setor estava esquecido.
O Governo já tinha aprovado dois pacotes de apoio: entre 118 e 458 euros por veículo para o transporte de mercadorias por conta de outrem, num total de 30 milhões de euros, e 420 euros por autocarro para operadores privados, com um envelope de cinco milhões. Nenhum dos dois chega às empresas de terraplanagem, que é precisamente onde os organizadores dizem estar o buraco.
O gasóleo já tinha dado sinais de alarme no verão: em julho, o litro deu o maior salto do ano numa única semana, 13,5 cêntimos de uma segunda-feira para a outra. E há setores com apoio direto ao combustível, como as pescas através do Mar2030, que os camiões das obras não têm.
Por Beatriz Mota
Imagem: J.P.Ribeiro / Wikimedia Commons (domínio público)