A Nova SBE é a segunda melhor escola do mundo em Gestão (em 2024 era a oitava)
O ranking do Financial Times para mestrados em Gestão colocou o programa de Carcavelos à frente da HEC Paris, da London Business School e do INSEAD. Foi oitava em 2024 e quarta em 2025. St. Gallen manteve o primeiro lugar.
Uma escola em Carcavelos é agora a segunda melhor do mundo a ensinar Gestão. O International Master’s in Management da Nova School of Business and Economics ficou em segundo lugar na edição de 2026 do ranking do Financial Times para mestrados em Gestão, um resultado que a própria escola descreve como histórico.
À frente ficou apenas a Universidade de St. Gallen, na Suíça, que voltou a conquistar o primeiro lugar. Atrás ficaram nomes que costumam abrir qualquer conversa sobre escolas de gestão europeias: a HEC Paris, a London Business School e o INSEAD.
A subida não é de um ano para o outro, é de três. Em 2024 a escola estava em oitavo, no ano passado em quarto, e agora em segundo. Há dez anos era a 17.ª.
E não é um caso isolado. Portugal tem hoje cinco escolas no top 100 do ranking, quando em 2016 tinha duas: a Católica Lisbon subiu ao 25.º lugar, a Porto Business School ganhou 29 posições e o ISEG entrou diretamente no 59.º.
O que este ranking mede
O ranking do Financial Times para mestrados em Gestão dirige-se a programas para quem acabou a licenciatura e ainda não tem carreira feita, o que o distingue dos rankings de MBA. Pesa salário três anos após a conclusão, progressão na carreira, internacionalização do corpo docente e dos alunos, mobilidade internacional durante o curso e a investigação publicada pela escola.
É nesse último conjunto de critérios que uma escola portuguesa consegue competir com orçamentos muito maiores. Carcavelos é um campus internacional por construção, com turmas onde o passaporte português é minoria, e isso conta bastante na fórmula.
Porque é que isto importa para lá do marketing
Um lugar de pódio muda a conversa de recrutamento. Muda quem se candidata, de que países, e muda também que empresas se deslocam ao campus.
Vale a pena colocar a notícia ao lado da outra que Portugal recebeu esta terça-feira. Enquanto o ensino superior português assina um resultado internacional destes, os alunos de 15 anos recuaram no PISA para valores de 2006. São dois sistemas diferentes, com financiamentos e públicos diferentes, e a distância entre os dois gráficos é, ela própria, uma leitura sobre o país.
Para quem está do lado de cá a montar uma empresa ou a contratar, o efeito prático é simples: forma-se em Lisboa gente que antes só se formava fora, o que muda o cálculo de quem pondera candidatar-se a apoios como o aviso de Inovação Produtiva de 182 milhões e depois precisa de quadros para executar o projeto.
Por Beatriz Mota
Imagem: GualdimG / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)