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Gráfico de barras Tugadaily com o aumento mensal do reposicionamento dos conservadores por nível de partida: nível 42 sobe 58 euros, nível 46 sobe 173, nível 50 sobe 231, nível 54 sobe 288, nível 58 sobe 58 e nível 62 sobe 115
Política 28 de agosto de 2026

Registos e notariado com aumentos até 288,49 euros. O maior salto é a meio da tabela

O projeto de decreto-lei que revê as carreiras de conservador e de oficial de registos já passou a consulta pública e segue para Conselho de Ministros. Os efeitos são retroativos a 1 de julho de 2025, mas o valor que cada um recebe depende do degrau em que estava a 30 de junho desse ano.

Quem trabalha numa conservatória vai ter uma tabela salarial nova, e o aumento não é igual para toda a gente. O projeto de decreto-lei que revê as carreiras de conservador de registos e de oficial de registos foi publicado a 3 de agosto na separata 24/2026 do Boletim do Trabalho e Emprego, já cumpriu os vinte dias de consulta pública e espera agora aprovação em Conselho de Ministros.

O número que salta à vista é 288,49 euros por mês. É o maior aumento que resulta do reposicionamento na carreira de conservador, e não cai no topo da tabela nem na base: cai exatamente a meio. Um conservador que esteja hoje no nível 54, com 3.596,57 euros, passa para o nível 59, com 3.885,06 euros. Já quem está no nível 58 sobe um único degrau e ganha 57,70 euros — vinte vezes menos, na mesma carreira, no mesmo diploma.

Porque é que o meio da tabela ganha mais

A regra geral do projeto é simples de enunciar e desigual de aplicar. Quem estivesse integrado nestas carreiras a 30 de junho de 2025 é reposicionado, em regra, na posição seguinte à que detinha. Se desse movimento resultar um aumento inferior a 28 euros, avança mais uma posição, o que vale cerca de 56 euros.

O efeito prático é o desenho que se vê no gráfico. Como a tabela dos conservadores encolhe de dez posições para nove, e desaparecem três posições complementares, o salto entre degraus deixa de ser uniforme. Nos patamares intermédios, a posição seguinte fica bastante acima; nos extremos, fica logo ali ao lado. Daí que um trabalhador no nível 50 ganhe 230,80 euros e outro, quatro degraus acima, ganhe 57,70.

Nos oficiais de registos a lógica repete-se com outros valores. A carreira passa a ser unicategorial, com onze posições em vez das duas estruturas paralelas e das posições complementares que existem hoje. O maior aumento do reposicionamento regular são 230,79 euros, para quem está no nível 49 e transita para o 53.

Os retroativos não são todos iguais

Os novos posicionamentos produzem efeitos a 1 de julho de 2025. São catorze meses de acerto, o que para muitos será a parte mais visível do diploma quando ele for publicado.

Mas o montante depende do nível de partida e do nível de chegada, e há uma condição que raramente aparece nos resumos: o processo fica dependente da conclusão da avaliação de desempenho do ciclo de 2023/2024. Sem essa avaliação fechada, o reposicionamento não avança.

O projeto traz ainda duas correções pensadas para quem ficou para trás. Aos conservadores e oficiais que a 30 de junho de 2025 tivessem vinte ou mais anos de serviço efetivo no Instituto dos Registos e do Notariado, e estivessem nas posições mais baixas, são somados 56 euros à remuneração base apenas para efeitos de reposicionamento. E aos oficiais que vieram da antiga carreira de escriturário e reuniam condições para promoção a escriturário superior sem nunca terem sido promovidos por razões orçamentais, somam-se 140 euros, também só para o cálculo.

O que muda além do dinheiro

Há uma alteração fora da tabela que interessa a quem atende ao balcão: os oficiais de registos que manuseiem ou tenham à guarda valores ou numerário passam a ter direito a abono para falhas, um suplemento destinado a cobrir diferenças de cobrança. O montante fica para portaria posterior.

Muda também a porta de entrada. O ingresso na carreira de oficial passa a exigir licenciatura em Direito, Solicitadoria ou Administração Pública, com dever de ocupação efetiva do posto durante pelo menos dois anos após o período experimental.

Vale a pena ligar isto ao que já se sabia sobre o estado da casa. Em agosto contámos que o IRN ia reforçar os quadros para responder aos pedidos de nacionalidade, e a dimensão do corpo que trata desses processos era, por si só, a notícia — como escrevemos a propósito dos 47 conservadores destacados para a nacionalidade. Uma tabela mais atrativa é a outra metade da mesma tentativa: sem gente que queira entrar e ficar, os prazos não se cumprem, seja na nacionalidade, seja no regime das heranças indivisas que o Governo tem 180 dias para aprovar.

Falta o passo que conta. Um projeto em consulta pública não é lei, e a data de entrada em vigor, os valores da tabela de 2027 e o montante do abono para falhas só ficam fechados quando o decreto-lei for publicado em Diário da República.

Por Tomás Vasconcelos

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Gráfico de barras com a descida das taxas de IRS por escalão: 0,3 pontos no primeiro, 0,5 do segundo ao quinto, 0,3 no sexto e zero do sétimo ao nono
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Gráfico de barras com os prazos máximos do decreto brasileiro da reciprocidade: Camex 60 dias, Gecex 60, consulta pública 30 e Conselho Estratégico 120
Política 16 de setembro de 2026

A resposta do Brasil às tarifas americanas pode levar 270 dias

O processo da Lei da Reciprocidade abriu a 13 de agosto. Somando os prazos máximos que o próprio decreto fixa para cada fase, Brasília pode ir até meados de maio de 2027 antes de decidir se retalia.

Passou um mês desde que o Brasil abriu o primeiro processo da sua vida ao abrigo da Lei da Reciprocidade, e não há contramedida nenhuma. Não é inércia. É o que o regulamento manda. Fomos ler o decreto e somar. O texto que regulamenta a lei é o Decreto 12.551, de 14 de julho de 2025, e é nos artigos 11.º, 13.º e 15.º que estão os prazos. São quatro fases com relógio próprio, e cada uma é mais lenta do que parece à primeira leitura.

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Gráfico de barras com três prazos em dias a partir de 15 de setembro: debate do PS 3, debate do Chega 9, IVA do Chega 108
Política 15 de setembro de 2026

Quem chega primeiro ao custo de vida? O PS marcou debate para sexta-feira, seis dias antes do Chega

O pedido de debate de urgência deu entrada na segunda-feira de manhã no gabinete do presidente da Assembleia da República. O Chega já tinha agendamento para 24 de setembro, com projetos de IVA que só produzem efeitos em janeiro de 2027.

A nova sessão legislativa abre esta quarta-feira e o primeiro combate já está marcado. O PS pediu na segunda-feira de manhã o agendamento de um debate de urgência sobre o aumento do custo de vida, a realizar já na sexta-feira, e com isso passou à frente do Chega, que tinha a discussão do tema marcada para 24 de setembro. São seis dias de diferença. Numa legislatura em que a oposição disputa quem parece mais impaciente, seis dias valem alguma coisa.…

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Gráfico de barras Tugadaily: dos 507 ministros portugueses desde 1976, 43,4% com experiência forte na pasta, 34% com alguma e 22% sem nenhuma relevante
Política 14 de setembro de 2026

Dos 507 ministros desde 1976, 113 chegaram ao Governo sem experiência na pasta

Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos percorre meio século de governos. A conclusão que interessa não é a falta de currículo: é que os ministros ficaram mais especializados sem que os partidos largassem o controlo.

A Fundação Francisco Manuel dos Santos divulgou esta segunda-feira o estudo "Quem Governa Portugal? Perfis ministeriais em perspetiva comparada (1976-2025)", coordenado por Marcelo Camerlo e António Costa Pinto, que percorre os 507 ministros nomeados em meio século de democracia e compara Portugal com Espanha, Itália e Grécia. O número que saltou logo para os títulos foi este: 113 ministros, 22% do total, assumiram uma pasta sem qualquer experiência…

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Magdalena Andersson, líder dos sociais-democratas suecos, a falar a jornalistas
Política 14 de setembro de 2026

Os sociais-democratas ganharam as legislativas na Suécia. A contagem final só termina esta semana

O partido de Magdalena Andersson foi o mais votado, com 28,4%, e as projeções da noite eleitoral dão maioria ao bloco de esquerda. Os votos definitivos, esses, só ficam fechados daqui a uns dias.

Os suecos foram às urnas no domingo e o partido que dominou a política sueca durante décadas voltou a ser o mais votado. Os sociais-democratas de Magdalena Andersson ficaram com 28,4% dos votos, à frente de toda a gente, e as projeções da noite eleitoral dão ao conjunto dos partidos de esquerda uma maioria no Riksdag — 183 dos 349 lugares, contra 51,3% dos votos para a esquerda e 46,8% para a direita. Só que "as projeções da noite eleitoral" é mesmo a…

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André Ventura, de fato escuro e gravata verde, junto a apoiantes que seguram caixas com assinaturas à porta do Tribunal Constitucional, rodeados de câmaras
Política 13 de setembro de 2026

O Chega vai eleger de novo todos os órgãos nacionais depois de o Constitucional travar a última eleição

A direção nacional propôs um congresso ordinário para 20, 21 e 22 de novembro, com cerca de mil delegados a eleger nos distritos. Serve para escolher os órgãos e para responder às questões estatutárias levantadas pelo Tribunal Constitucional.

O Chega vai voltar a eleger tudo. A direção nacional do partido propôs um congresso ordinário para 20, 21 e 22 de novembro, e a ordem de trabalhos tem dois pontos que na prática são um só: escolher de novo os órgãos nacionais e arrumar as questões orgânicas e estatutárias que o Tribunal Constitucional deixou em aberto. O anúncio foi feito por André Ventura, presidente do partido, numa conferência de imprensa na sede nacional, em Lisboa. A indicação segue…

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Dirigentes da Associação dos Profissionais da Guarda sentados à volta de uma mesa na sede nacional, com o emblema da APG/GNR na parede
Política 12 de setembro de 2026

A GNR vai protestar ao lado da PSP a partir do final de setembro

O acordo de 2024 rendeu mais de 300 euros no suplemento por serviço e risco. A revisão do regime remuneratório, das carreiras e da avaliação continua por fazer, e a associação dos profissionais da Guarda anuncia protestos até meados de outubro.

O Secretariado da Direcção Nacional da Associação dos Profissionais da Guarda reuniu-se na sexta-feira, na sede nacional em Lisboa, e saiu com uma decisão tomada. A GNR vai protestar. As acções começam no final deste mês, prolongam-se até meados de outubro e terminam naquilo a que a associação chama uma grande acção de protesto nacional. A conta que a APG/GNR faz tem dois anos. Em 2024 assinou-se um acordo com a tutela que subiu o suplemento por serviço e…

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Grupo escultórico de Teixeira Lopes sobre a tribuna da Sala das Sessões do Palácio de São Bento, com o escudo nacional ao centro e as palavras LEX e IVS nos capitéis
Política 11 de setembro de 2026

Seis dias de plenário até ao fim de setembro, e o Orçamento entregue até 12 de outubro

A conferência de líderes fechou o calendário da rentrée: exames nacionais, jogo online, arranque do ano letivo, INEM e arrendamento urbano. O debate quinzenal com o primeiro-ministro fica para 9 de outubro.

A nova sessão legislativa abre na próxima quarta-feira e já tem seis dias de plenário marcados até ao fim de setembro. No fim da fila está a data que interessa a toda a gente: a proposta de Orçamento do Estado para 2027 tem de estar entregue na Assembleia da República até 12 de outubro. A lei de enquadramento orçamental marca o prazo em 10 de outubro. Este ano esse dia calha a um sábado, e por isso escorrega para a segunda-feira seguinte.

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Posto de abastecimento em Vale da Azinheira, Albufeira; os combustíveis introduzidos no consumo passam a estar abrangidos pelo CELE 2
Política 10 de setembro de 2026

Saiu a lei do CELE 2, o mercado de carbono que vai apanhar o combustível do carro e o gás da caldeira

O Decreto-Lei n.º 182/2026 cria em Portugal o CELE 2, o mercado de carbono para os combustíveis queimados nos edifícios e no transporte rodoviário. Quem compra as licenças são os fornecedores, não os condutores, não há licenças gratuitas e o sistema só fica em pleno funcionamento em 2028.

Saiu esta quinta-feira em Diário da República o diploma que traz a Portugal a segunda versão do mercado europeu de carbono. O Decreto-Lei n.º 182/2026 transpõe em parte a diretiva europeia de 2023 que criou o CELE 2 e aplica-o a um universo que até agora ficava praticamente de fora do sistema: os combustíveis queimados nos edifícios, no transporte rodoviário e num punhado de outros setores.

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