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Um catamarã ancorado no mar entre a Comporta e a Praia da Torre, com a Serra da Arrábida ao fundo
Imobiliário 28 de setembro de 2026

Os super-ricos já têm quase quatro casas cada. Portugal está bem colocado para ser uma delas

O Residence Report 2026/27 da Knight Frank conta 3,8 casas por ultra-rico, contra 2,9 há menos de uma década, e coloca Lisboa, o Algarve e a Comporta entre os destinos bem posicionados para esse dinheiro.

Há menos de uma década, um ultra-rico tinha em média 2,9 casas. Hoje tem 3,8. É esse o número que abre o Residence Report 2026/27, da Knight Frank em associação com a Quintela + Penalva, e ele diz muito sobre para onde está a ir o dinheiro de topo: não para uma casa maior, mas para mais casas, espalhadas por mais sítios. Portugal aparece bem posicionado nesse mapa. O relatório vê em Lisboa, no Algarve e na Comporta uma vantagem competitiva num momento em…

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Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 26 de setembro de 2026

Preços das casas em Portugal: o acompanhamento

Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.

Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda — que desde 1 de agosto passa também pelas novas regras do crédito à habitação, com a taxa de esforço a descer para 45%. Os dados oficiais estão no INE.

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Cruzamento de ruas em Lisboa com prédios de habitação de quatro pisos, um recuperado e outro por recuperar, e um pequeno restaurante com mesas na esplanada
Imobiliário 22 de setembro de 2026

Esta é a estreia de Lisboa no índice de bolha da UBS (e entra já no segundo degrau mais alto)

O banco suíço acrescentou Lisboa e Seul à amostra este ano e as duas cidades foram logo as que mais subiram no risco. Lisboa fica no escalão elevado, com Miami, o Dubai, Seul e Genebra, depois de uma década a valorizar quase 7% ao ano em termos reais.

Ser incluído num índice de bolha imobiliária não é o tipo de estreia que uma cidade celebre. Lisboa acaba de fazer a sua. O UBS publica todos os anos o Global Real Estate Bubble Index, que este ano vai na décima segunda edição e passou a cobrir 23 cidades. As duas caras novas são Lisboa e Seul, e foram exatamente essas duas que registaram a maior subida de risco de todo o levantamento. Lisboa entrou diretamente no escalão de risco elevado, ao lado de…

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Gráfico de barras com a renda mediana de novos contratos por sub-região no 1.º trimestre de 2026: Grande Lisboa 14,38 €/m2, Madeira 11,97, Península de Setúbal 11,35, Algarve 10,71, Área Metropolitana do Porto 10,13 e mediana nacional 9,46, com a nota de que o município de Lisboa está nos 17,42
Imobiliário 22 de setembro de 2026

Lisboa cancelou 40% do alojamento local. As rendas subiram na mesma

A câmara fechou 6.765 registos em fevereiro e a cidade passou de perto de 20 mil para 11.779 alojamentos ativos. No trimestre que apanha esse corte, a renda mediana de novos contratos em Lisboa subiu 8,2% e continua a mais alta do país, a 17,42 €/m2.

Durante anos, a resposta mais repetida para o preço das casas em Lisboa foi o alojamento local. Tire-se o AL do mercado, dizia o argumento, e as casas voltam ao arrendamento normal. Lisboa fez precisamente isso, em grande escala, e agora há números para ver o que aconteceu a seguir. A câmara concluiu a 1 de fevereiro um saneamento administrativo dos registos e cancelou 6.765 licenças de alojamento local — cerca de 40% do universo da cidade. Foram…

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Vale em Sistelo com dezenas de pequenos socalcos agrícolas delimitados por muros de pedra a subir as duas encostas e um lugar de casas de telhado vermelho encaixado a meio da vertente
Imobiliário 22 de setembro de 2026

Tem um terreno rústico por registar? O BUPi só é gratuito até 30 de setembro

A identificação e o registo de prédios rústicos e mistos no Balcão Único do Prédio não custam nada até 30 de setembro de 2026. Depois dessa data voltam as taxas — e, desde abril, sem representação gráfica georreferenciada não se assina a venda de um terreno.

Há uma data a aproximar-se que quase ninguém anda a contar, e custa dinheiro a quem a deixar passar. Até 30 de setembro de 2026, identificar e registar um terreno rústico ou misto no Balcão Único do Prédio não custa nada — nem a identificação, nem as taxas do registo. A partir de 1 de outubro, volta a custar. São nove dias, contando com hoje. A gratuitidade não é novidade absoluta: já foi prolongada antes, e foi o Decreto-Lei n.º 87/2026, de 15 de abril,…

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Gráfico de barras da Tugadaily com os dias entre o decreto-lei e a portaria das rendas máximas: 15 dias em 2019, 30 dias de prazo legal e 120 dias em 2026, contagem ainda a correr
Imobiliário 17 de setembro de 2026

A portaria que fixa as rendas acessíveis está 90 dias para lá do prazo que a lei lhe deu

O regime simplificado produz efeitos desde 1 de setembro, mas a renda máxima por tipologia só existe quando sair uma portaria. O artigo 16.º do decreto-lei mandava aprová-la em 30 dias, contados de 20 de maio. Em 2019, o regime anterior levou 15.

Toda a gente noticiou que o novo regime das rendas acessíveis está à espera de uma portaria. Ninguém foi ver quando é que essa portaria devia ter saído. Nós fomos ler o decreto-lei, e a resposta está lá escrita. O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível foi criado pelo Decreto-Lei n.º 97/2026, de 20 de maio. O artigo 16.º desse diploma, que tem por epígrafe Regulamentação, dá ao Governo um prazo de 30 dias a contar da publicação para aprovar as…

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Dan Jørgensen, comissário europeu com a pasta da Habitação, cumprimenta o ministro francês da Cidade e da Habitação, em 2026.
Imobiliário 14 de setembro de 2026

A lei europeia da habitação não trata só do alojamento local (as casas vazias também lá estão)

A Comissão Europeia propôs a 9 de setembro o Affordable Housing Act. Não proíbe nada por si: dá às autarquias uma régua comum para provar que há pressão habitacional antes de restringir seja o que for.

Quando a notícia chegou a Portugal, na semana passada, chegou quase sempre com a mesma etiqueta: Bruxelas vai regular o alojamento local. É verdade, mas fica muito longe de contar a coisa toda. O texto que a Comissão Europeia apresentou a 9 de setembro chama-se Affordable Housing Act e, segundo a página oficial da própria Comissão, aplica-se às regras que as autoridades já criam sobre arrendamento de curta duração, segundas habitações e casas devolutas.…

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Gráfico Tugadaily com a queda homóloga no número de edifícios licenciados no 2.º trimestre de 2026: Grande Lisboa -35,1%, Algarve -24,9%, Península de Setúbal -20,3%, Portugal -7,1%
Imobiliário 12 de setembro de 2026

Onde o país travou nas licenças de construção (e os dois sítios onde não travou)

O INE contou 6.162 edifícios licenciados no segundo trimestre, menos 7,1% num ano. A Grande Lisboa caiu 35,1%, o Algarve 24,9% — e só a Madeira e o Norte fecharam o trimestre em alta.

Entre abril e junho, as câmaras do país emitiram licença a 6.162 edifícios. É menos 7,1% do que no mesmo trimestre de 2025 e, por estranho que pareça, é uma boa notícia comparada com o início do ano, quando a queda ia nos 9,7%. O detalhe que interessa a quem anda à procura de casa está mais abaixo na tabela. Nos fogos de habitação familiar em construção nova, o licenciamento subiu 10,8%, para 11.834. Ou seja: licenciam-se menos edifícios, mas os edifícios…

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Évora vista de sul, com a Sé ao centro e os telhados das casas brancas da cidade em primeiro plano
Imobiliário 12 de setembro de 2026

Tem até 12 de outubro para dizer o que pensa das 7.000 casas novas de Évora

A revisão do Plano de Urbanização de Évora prevê mais de sete mil fogos, um cluster de saúde junto ao novo hospital e novas áreas económicas. Qualquer pessoa pode enviar sugestões até 12 de outubro.

Évora abriu a porta e deixou-a aberta até 12 de outubro. A proposta de revisão do Plano de Urbanização da cidade está em discussão pública desde segunda-feira, e qualquer pessoa ou entidade pode ler o documento e responder-lhe. O que está em cima da mesa não é pouco. O plano aponta para mais de 7.000 novos fogos, um cluster de saúde junto ao hospital que ainda está em construção e novas áreas destinadas a atividades económicas. Carlos Zorrinho, presidente…

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Gráfico de barras Tugadaily com a variação homóloga do preço das casas à venda em agosto de 2026: Santarém 22,9%, ilha do Pico 20,8%, ilha Terceira 19,6%, Évora 19,5%, Viseu 17,1% e Lisboa 4%
Imobiliário 11 de setembro de 2026

O distrito onde as casas mais subiram num ano não é Lisboa nem o Porto

Em agosto, o preço mediano pedido por metro quadrado subiu 22,9% em Santarém, contra 4% em Lisboa. O preço nacional ficou nos 3.207 euros por metro quadrado, praticamente parado face a julho.

Santarém. É esse o distrito onde as casas à venda mais se valorizaram no último ano em Portugal, com uma subida homóloga de 22,9% em agosto, segundo o índice de preços do idealista. Lisboa, no mesmo período, subiu 4%. Atrás de Santarém vêm a ilha do Pico, com 20,8%, a ilha Terceira, com 19,6%, Évora, com 19,5%, e Viseu, com 17,1%. Portalegre e Coimbra seguem-se, ambas com 17%. Dos 25 distritos e ilhas analisados, só um desceu: a ilha do Faial, com uma…

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Vista aérea de Viana do Castelo ao pôr do sol, com os prédios de habitação, o rio Lima e a ponte Eiffel
Imobiliário 9 de setembro de 2026

Vai arrendar casa? O Norte é a única região do país onde as rendas caíram

As rendas subiram 4,9% em Portugal em agosto, para uma mediana de 18,1 euros por metro quadrado, segundo o índice do idealista. Viana do Castelo lidera as subidas com 32,2%; no Porto, os preços caíram 6,3%.

Se está a olhar para anúncios de arrendamento neste momento, há um número que interessa mais do que a média nacional: o do sítio onde quer viver. Porque a média nacional diz que as rendas subiram 4,9% em agosto face ao mesmo mês do ano passado, para uma mediana de 18,1 euros por metro quadrado. E depois há o que se passa em cada distrito, que é outra conversa. O índice de preços do idealista mostra que em seis das sete regiões analisadas as rendas subiram…

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Gráfico de barras Tugadaily com o preço mediano por metro quadrado das casas vendidas no primeiro trimestre de 2026: Grande Lisboa 4.322 euros, Algarve 3.899 euros, Portugal 2.337 euros
Imobiliário 8 de setembro de 2026

Ganha o salário médio? Na Grande Lisboa isso dá para menos de 50 metros quadrados

Um atlas publicado no Journal of Maps por dois investigadores da TU Wien cruzou mais de 22 milhões de anúncios em mais de 30 países. Portugal aparece entre os mercados mais fechados da Europa, e a Área Metropolitana de Lisboa no grupo dos piores.

A pergunta que este estudo faz é mais útil do que a habitual. Não é quanto custa uma casa. É quantos metros quadrados compra um salário médio local, se um terço do rendimento for para um crédito a trinta anos. Feita assim a conta, a Área Metropolitana de Lisboa fica no grupo das regiões europeias onde um salário médio não chega para 50 metros quadrados. Portugal surge, no conjunto, entre os países mais difíceis do continente para comprar casa com o…

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Gráfico de barras a comparar a meta de mil casas de renda acessível para 2026, as 588 sob gestão da Porto Vivo e a nova meta de 1.600 casas para 2029
Imobiliário 6 de setembro de 2026

O Porto prometeu mil casas de renda acessível até 2026. Vai fechar o ano com 588

A meta anunciada em 2023 pela Câmara do Porto eram mil fogos de arrendamento acessível até 2026. A Porto Vivo fecha o ano a gerir 588, e a meta passou agora a ser de 1.600 casas até 2029.

Em agosto de 2023, a Câmara do Porto pôs folhetos nas caixas de correio da cidade a pedir casas emprestadas. O objetivo estava escrito na página da própria empresa municipal: dotar a cidade de mil fogos em regime de arrendamento acessível até 2026. Estamos em setembro de 2026. A Porto Vivo vai fechar o ano a gerir 588 casas. A conta não é uma acusação, é uma medida. Faltam 412 fogos para a promessa, e a autarquia respondeu como as autarquias costumam…

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Gráfico de barras: em 57 economias, os preços reais da habitação subiram em 39, desceram em 14 e ficaram estáveis em 4 no primeiro trimestre de 2026
Imobiliário 4 de setembro de 2026

Em 57 economias, as casas só desceram em 14. Portugal foi a que mais subiu

O BIS diz que os preços reais da habitação caíram 1,2% no mundo no primeiro trimestre. Em Portugal subiram 15,2%, o valor mais alto da lista, à frente da Macedónia do Norte e da Bulgária.

Há uma maneira desconfortável de perceber o que se passa com a habitação em Portugal, e é olhar para o resto do mundo. O Banco de Pagamentos Internacionais, o banco central dos bancos centrais, acaba de fazer as contas a 57 economias. Em 39 delas os preços reais das casas subiram, em quatro ficaram na mesma e em 14 desceram. Em nenhuma subiram tanto como cá. A subida portuguesa foi de 15,2% em termos reais no primeiro trimestre, ou seja já descontada a…

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Gráfico de barras da Tugadaily comparando a taxa de IRS sobre a renda em três regimes: 28% sem regime, 10% na renda moderada e zero no RSAA
Imobiliário 3 de setembro de 2026

Zero de IRS ou 10%: as duas contas que o senhorio tem de fazer desde 1 de setembro

O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível entrou em vigor a 1 de setembro e isenta as rendas de IRS e IRC, desde que fiquem abaixo do tecto do concelho. A alternativa é a taxa de 10%, que tem prazo de validade em 2029.

Desde 1 de setembro, quem tem uma casa para arrendar em Portugal tem duas contas a fazer, e a resposta muda de concelho para concelho. O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível substituiu o antigo Programa de Apoio ao Arrendamento, e ao lado dele entraram em vigor os Contratos de Investimento para Arrendamento. Os dois saíram do pacote fiscal da habitação aprovado em maio. A primeira conta é a mais fácil de fazer. Um contrato de habitação com renda…

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Gráfico de barras com a prestação mensal de um crédito de 150 mil euros consoante o prazo da Euribor, e a comparação com há um ano
Imobiliário 1 de setembro de 2026

Se a sua prestação é revista este mês, são mais 70 euros do que em setembro do ano passado

A Euribor a 12 meses fechou agosto em 2,954%, máximo de dois anos. Num empréstimo de 150.000 euros a 30 anos com spread de 1%, a prestação revista em setembro fica em 712 euros por mês, contra 642 há um ano.

As médias de agosto já estão fechadas e são elas que mandam nos contratos revistos agora. A Euribor a 12 meses ficou em 2,954%, mais 0,099 pontos do que em julho e o valor mais alto dos últimos dois anos. A seis meses, a mais usada em Portugal, subiu para 2,713%. A três meses ficou em 2,513%. Traduzido para uma prestação: num empréstimo de 150.000 euros a 30 anos com spread de 1%, quem tem revisão anual passa a pagar cerca de 712 euros por mês. Em…

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Gráfico de barras com o preço mediano de um quarto para arrendar em Lisboa, Funchal, Porto, Coimbra e Portalegre no segundo trimestre de 2026
Imobiliário 28 de agosto de 2026

Arrendar um quarto em Lisboa custa 550 euros por mês. Em Portalegre, 240

A procura por quartos subiu 27% num ano e a oferta caiu 11%, mas o preço mediano nacional só mexeu 1%. Os números do idealista mostram onde o mercado apertou mesmo e onde ainda se arrenda por menos de 300 euros.

Arrendar um quarto em Portugal ficou 1% mais caro no segundo trimestre deste ano. Dito assim soa a boa notícia, e em parte é. Por baixo desse número, porém, o mercado mexeu-se muito: a procura nacional subiu 27% e a oferta caiu 11%. O preço mediano aguentou-se porque as subidas e as descidas se foram anulando pelo país fora. Os quartos ficaram mais caros em 13 dos 20 concelhos analisados. Em dois, ficaram mais baratos. Lisboa é a cidade mais cara para…

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Gráfico de barras da Tugadaily com a prestação média mensal do crédito à habitação em Portugal: 394 euros em julho de 2025, 414 euros em julho de 2026 e 731 euros nos contratos assinados nos últimos três meses
Imobiliário 23 de agosto de 2026

A prestação média da casa são 414 euros. Quem assinou contrato este verão paga 731

A taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu para 3,135% em julho, o segundo mês seguido a subir. Mas a média nacional junta dois mercados que já não se parecem um com o outro.

O boletim do crédito à habitação que o INE divulgou na quinta-feira trazia dois números na primeira linha: a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos subiu para 3,135% em julho, mais 3,4 pontos base do que em junho, e a prestação média fixou-se em 414 euros. Quatrocentos e catorze euros por mês soa quase confortável. É por isso que vale a pena ler o resto do boletim.

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Gráfico de barras Tugadaily com a percentagem de casas arrendadas em menos de 24 horas por distrito no segundo trimestre de 2026: Évora 43, Leiria 17, Porto 7 e Lisboa 5
Imobiliário 21 de agosto de 2026

Este é o distrito onde uma casa para arrendar dura menos de um dia

No segundo trimestre, 43% dos anúncios de arrendamento em Évora saíram do mercado em menos de 24 horas. Em Lisboa foram 5% e no Porto 7%. No país, o número caiu de 11% para 7% face ao trimestre anterior.

Se anda à procura de casa para arrendar em Évora, a conversa é outra. Quase metade dos anúncios da cidade desaparece antes de a maioria das pessoas conseguir sequer marcar uma visita. Os números são do idealista/data e dizem respeito ao segundo trimestre deste ano. No distrito de Évora, 43 por cento das casas anunciadas para arrendar saíram do mercado em menos de 24 horas. Olhando só para a cidade, a proporção sobe para metade.

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Gráfico de barras com a prestação mensal de um crédito de 150 mil euros a 30 anos nas Euribor a 3, 6 e 12 meses, com os fixings de 20 de agosto de 2026
Imobiliário 20 de agosto de 2026

A Euribor a seis meses está no valor mais alto desde 2024. É a taxa que indexa quase quatro em cada dez créditos

A taxa a seis meses fixou-se em 2,737% esta quinta-feira, o máximo desde 22 de novembro de 2024. Os três prazos subiram no mesmo dia, e é o de seis meses que pesa mais no crédito português.

A Euribor a seis meses fixou-se esta quinta-feira em 2,737%. É o valor mais alto desde 22 de novembro de 2024, o que dá quase 21 meses sem que esta taxa estivesse tão cara, e a subida chegou depois de os três prazos terem todos avançado no mesmo dia: a doze meses somou 0,013 pontos, para 2,990%, e a três meses somou 0,015, para 2,507%. Nenhum destes movimentos é dramático isoladamente. O que muda o cálculo é onde a subida bate — e bate no prazo que mais…

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Fachada de um edifício histórico em obras de reabilitação junto à estação de São Bento, no Porto, com a estrutura interior de madeira à vista
Imobiliário 18 de agosto de 2026

Esta lei diz que as obras em ARU sempre tiveram direito a IVA de 6%. Na prática, só conta a partir de 2022

A Lei n.º 48/2026 faz uma interpretação autêntica da verba 2.23 do Código do IVA e retroage a 2009. A Ordem dos Contabilistas Certificados avisa que o prazo de caducidade de quatro anos limita quem pode recuperar dinheiro.

Durante quinze anos houve uma armadilha escondida no IVA da reabilitação urbana. A obra estava dentro de uma área de reabilitação urbana devidamente delimitada, o empreiteiro achava que aplicava 6%, e depois a Autoridade Tributária vinha dizer que não: faltava a câmara ter aprovado uma operação de reabilitação urbana para aquela área. Resultado, 23%. A Lei n.º 48/2026 acabou de decidir que a leitura correta era sempre a primeira.

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Gráfico de barras da Tugadaily: meta do PRR 26 mil casas, previsão de 28 mil até final de agosto de 2026 e 40 mil até dezembro
Imobiliário 15 de agosto de 2026

A meta europeia eram 26 mil casas. O Governo diz que entrega 28 mil até ao fim de agosto

O prazo do PRR fecha a 31 de agosto e o 1.º Direito era a meta de habitação mais fácil de contar. Numa nota conjunta deste sábado, dois ministérios dizem que vai ser ultrapassada — e prometem 40 mil casas até dezembro.

O Plano de Recuperação e Resiliência tem uma data que não se negoceia: 31 de agosto de 2026. É o dia em que Portugal tem de mostrar a Bruxelas que cumpriu os marcos a que se comprometeu, e a habitação era um dos capítulos com a meta mais fácil de contar. Vinte e seis mil casas disponibilizadas a famílias, através do 1.º Direito, o programa público de apoio ao acesso à habitação gerido pelo IHRU com os municípios.

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O Tejo visto da margem sul, com cacilheiros atracados em primeiro plano e a Ponte 25 de Abril e Lisboa ao fundo
Imobiliário 11 de agosto de 2026

São duas travessias novas no Tejo em dez anos, e uma delas desce no Barreiro

O ministro das Infraestruturas prometeu a ponte rodoferroviária Chelas–Barreiro e o túnel Algés–Trafaria concluídos dentro de uma década. Para a margem sul, isso são dez minutos a menos até Lisboa e trinta a menos desde Setúbal.

Nos 60 anos da Ponte 25 de Abril, o ministro das Infraestruturas e Habitação escolheu falar do que ainda não existe. Miguel Pinto Luz garantiu que o Tejo terá duas travessias novas concluídas dentro de dez anos: a ponte entre Chelas e o Barreiro e o túnel entre Algés e a Trafaria. O argumento que usou é aritmético e explica bem porque é que a promessa soa grande. As grandes travessias do Tejo apareceram historicamente de trinta em trinta anos — a 25 de…

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Gráfico Tugadaily: meses de renda em atraso até o senhorio poder resolver o contrato, três hoje e dois na proposta do Governo
Imobiliário 11 de agosto de 2026

Dois meses de renda em atraso passam a bastar para acabar o contrato. A proposta ainda tem de ir ao Parlamento

A reforma do arrendamento urbano aprovada em Conselho de Ministros encurta de três para dois meses a mora que permite resolver o contrato, dá seis meses ao senhorio para agir, liberta a renda inicial dos novos contratos e mexe nos contratos anteriores a 1990.

Hoje, um inquilino tem de acumular três meses de renda em atraso para o senhorio poder pôr fim ao contrato. Na reforma que o Governo aprovou em Conselho de Ministros, bastam dois. É a mudança mais direta de um pacote que o Executivo apresenta como uma forma de trazer casas de volta ao mercado do arrendamento, e que anunciou como reforma para aumentar a oferta de habitação. Nada disto está em vigor: é uma proposta de lei, tem de ser discutida e votada na…

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Gráfico de barras com a variação anual das rendas em julho de 2026: Faro 34%, Viana do Castelo 19%, Madeira 12%, Guarda 11%
Imobiliário 10 de agosto de 2026

Qual é o distrito mais caro para arrendar casa em Portugal? Já não é Lisboa

Faro chegou a 22,5 euros por metro quadrado em julho e ultrapassou pela primeira vez o distrito de Lisboa, nos 21,4 euros. No conjunto do país as rendas subiram 0,9%, interrompendo seis meses seguidos de descidas.

Durante anos houve uma resposta automática para esta pergunta. Em julho deixou de haver. O distrito de Faro passou a ter a renda mediana mais alta do país, 22,5 euros por metro quadrado, e ficou à frente do distrito de Lisboa, nos 21,4 euros. É a primeira vez que acontece nesta série. Os dados são do índice de preços do idealista relativo a julho e chegam com um segundo número que muda o enquadramento. As rendas em Portugal subiram 0,9% face a julho do…

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Edifício do antigo Grémio da Lavoura de Coimbra visto do pátio de acesso, ladeado pelos pequenos armazéns da cooperativa
Imobiliário 10 de agosto de 2026

O antigo Grémio da Lavoura, na Baixa de Coimbra, mudou de dono por 5,8 milhões (e vai dar habitação)

A Cooperativa Agrícola de Coimbra vendeu a um fundo imobiliário espanhol o edifício junto à antiga Estação Nova, à venda desde 2019. São mais de seis mil metros quadrados de índice de construção e a escritura foi assinada na quinta-feira.

Esteve sete anos à espera de comprador e mudou de mãos na quinta-feira. A Cooperativa Agrícola de Coimbra vendeu por 5,8 milhões de euros o edifício do antigo Grémio da Lavoura, junto à desativada Estação Nova, na Baixa da cidade, a um fundo imobiliário espanhol. O negócio ficou perto do objetivo que a cooperativa tinha traçado. Segundo o presidente, Pedro Pimenta, ao longo dos anos em que o imóvel esteve no mercado as propostas que iam chegando eram…

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Gráfico de barras Tugadaily com o índice ISSI no terceiro trimestre de 2026: venda em 67 pontos e arrendamento em 50
Imobiliário 7 de agosto de 2026

A confiança no arrendamento caiu para o valor mais baixo de sempre (50,3 pontos em 100)

O índice do idealista que mede o otimismo dos agentes imobiliários recuou nos dois mercados no terceiro trimestre. Na venda desceu de 71,6 para 67,1, o mínimo desde 2024.

Quem vive de vender e arrendar casas em Portugal está mais pessimista do que em qualquer momento dos últimos dois anos e meio. O índice trimestral que mede essa temperatura, o ISSI, colocou o arrendamento em 50,3 pontos numa escala de 0 a 100 no terceiro trimestre de 2026. É o valor mais baixo desde que o indicador existe, e a maior queda trimestral também. Na compra e venda o quadro é menos dramático mas segue o mesmo sentido. As expectativas dos…

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Prédios de habitação numa rua do Porto
Imobiliário 7 de agosto de 2026

Vender uma casa e comprar outra para arrendar pode agora ficar isento de mais-valias

O pacote fiscal da habitação de 2026 permite reinvestir o lucro da venda em imóveis destinados a arrendamento sem pagar mais-valias, desce o IRS e o IRC sobre rendas até 2.300 euros e aplica o IVA de 6% a obras até 660.982 euros.

Durante anos, a regra foi simples e apertada: vendia-se uma casa com lucro e, para escapar às mais-valias, esse lucro tinha de ir para outra habitação própria e permanente. Quem quisesse investir em arrendamento pagava imposto e pronto. O pacote fiscal da habitação de 2026 muda esse desenho. Passa a ser possível vender um imóvel com lucro e evitar o imposto sobre a mais-valia se o dinheiro for reinvestido em imóveis destinados a arrendamento habitacional.…

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Gráfico com a percentagem de casas à venda que saem do mercado em menos de sete dias, por distrito
Imobiliário 6 de agosto de 2026

Na Madeira e no Porto, 15% das casas à venda desaparecem em menos de uma semana

No segundo trimestre, cerca de 10% dos anúncios de venda em Portugal saíram do mercado em menos de sete dias. Na Guarda foram 3%, e a diferença diz muito sobre onde falta oferta.

Há casas que ficam meses à espera de comprador e há casas que praticamente não chegam a estar à venda. No segundo trimestre deste ano, cerca de 10% dos anúncios de venda em Portugal saíram do mercado em menos de sete dias. Uma semana. O tempo que muita gente demora só a marcar a primeira visita. O contraste entre territórios é o que torna estes números interessantes. Na ilha da Madeira e no distrito do Porto, 15% da oferta anunciada desapareceu nesse…

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Prédio de apartamentos moderno na esquina de uma rua de Lisboa, com prédios antigos de ambos os lados
Imobiliário 5 de agosto de 2026

A sua renda pode subir 2,56% em 2027. Numa renda de 1.000 euros são mais 25,60 por mês

O INE fechou a conta a 31 de agosto: a inflação sem habitação ficou nos 2,56%, e é esse o valor que os senhorios podem aplicar a partir de 1 de janeiro. Este ano tinham sido 2,24%.

Já há número. A inflação que serve de base à atualização das rendas fixou-se nos 2,56%, segundo a estimativa rápida do INE divulgada a 31 de agosto. É esse o teto que os senhorios podem aplicar aos contratos a partir de 1 de janeiro de 2027, e fica acima dos 2,24% deste ano. Traduzido para dinheiro: uma renda de 1.000 euros passa a 1.025,60. Numa de 800 euros, o aumento anda pelos 20,48 euros mensais. Não é um choque. É mais do que no ano passado. A…

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